Corinthians negocia quitação de dívida de R$ 640 mi com Caixa e gera polêmica

Apostas I 18.10.26

Por: Magno José

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Corinthians negocia quitação de dívida de R$ 640 mi com Caixa e gera polêmica
Influenciadores veem motivação eleitoral em proposta para ceder naming rights da Neo Química Arena ao banco público por 15 anos (Foto: Reprodução/Instagram @neoquimicaarena)

Influenciadores digitais criticaram as negociações entre o Corinthians e a Caixa Econômica Federal para quitar uma dívida de R$ 640 milhões do clube com o banco federal. A proposta corintiana prevê ceder à Caixa os direitos de nome da Neo Química Arena por 15 anos em troca da quitação integral da dívida. A reunião entre representantes das duas partes ocorreu nesta sexta-feira (16/10).

Segundo o Poder360, os críticos nas redes sociais classificam o movimento como uma ação com motivação eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), torcedor declarado do Corinthians. A Caixa é um banco público federal, e as negociações foram realizadas nove dias antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

O encontro de sexta-feira (16/10) reuniu representantes da Caixa, diretores e o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, além do ministro Guilherme Boulos (Secretaria Geral), ele próprio corintiano. Integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel também participaram. Uma nova reunião está prevista para segunda-feira (19/10).

Em nota conjunta, Corinthians e Caixa informaram que “avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação entre as partes”. Na ocasião, as duas instituições formalizaram um termo de confidencialidade. “As tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência”, afirmaram as partes no comunicado.

A proposta do clube

O Corinthians formulou a proposta em 29 de setembro, oferecendo os naming rights da Neo Química Arena como contrapartida pela quitação da dívida de R$ 630 milhões contraída para a construção do estádio. Pela proposta, a Caixa assumiria o direito de batizar o estádio, hoje explorado pela Hypera Pharma, que paga R$ 15 milhões anuais desde 2020, com correção pela inflação.

A diretoria corintiana estima que o ativo valha cerca de R$ 70 milhões por ano. Em 6 de outubro, a Caixa deu sinal positivo à proposta.

Histórico da dívida

A Neo Química Arena foi inaugurada em 2014. Desde então, o Corinthians pagou cerca de R$ 600 milhões para amortizar o financiamento, de acordo com dados apresentados pelo clube.

O acordo de renegociação firmado em 2022 estabeleceu dezembro de 2041 como prazo final para a quitação, com amortizações crescentes a partir de 2025 e juros de 2% ao ano mais a variação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), pagos desde 2023.

A dívida com a Caixa corresponde a 22,5% do endividamento total do clube, estimado em R$ 2,8 bilhões. Em 2025, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, sugeriu publicamente que o Corinthians deixasse de pagar a Caixa para priorizar outros credores. A declaração levou o banco a admitir a possibilidade de uma renegociação.

Eis a íntegra da nota conjunta:

“A Caixa e o Sport Club Corinthians Paulista informam que avançaram nas conversas voltadas à avaliação de alternativas para o aprimoramento da relação entre as partes.

“Nesta 6ª feira (16), representantes das duas instituições se reuniram, em encontro que contou com a presença do ministro Guilherme Boulos, Presidente e Diretores do Clube e integrantes da Gaviões da Fiel.

“Durante a reunião, banco e Clube formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade. 

“As tratativas permanecem em curso e as conversas seguem em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência. 

“CAIXA Econômica Federal

“Sport Club Corinthians Paulista”.

 

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