A legalização os jogos – agora vai!
Há mais de vinte e cinco anos se busca tirar da clandestinidade os jogos no Brasil. É um tema não só polêmico como vetusto. O Projeto de Lei Nº 442/091, que tramita na Câmara dos Deputados desde 1991, está para ser apreciado no plenário.
Paralelamente, no Senado está em andamento o Projeto de Lei do Senado – PLS Nº 186 de 2014, que também aborda a mesma questão.
Bingos, jogo de bicho, cassinos, aposta eletrônica, aposta esportiva, caça-níqueis. Como se vê, estamos tratando de algo extenso e muito contraditório.
Sempre vai haver grupos sociais que são contra e outros que são a favor, cada qual com seus argumentos. Jamais teremos um consenso, muito menos uma solução salomônica.
É preciso cautela. Conclusões precipitadas podem ser arriscadas. Nesse caso, nada parece óbvio.
Metaforicamente, podemos dizer que se a pombinha branca é o símbolo da paz, não significa que a pombinha negra simbolize o conflito.
No entanto, parece que agora essa questão vai ser resolvida. O desemprego e a crise econômica são ventos favoráveis. O próprio Presidente Temer já se manifestou de forma positiva, interessado no incremento das receitas do governo, via tributos.
Dentro deste contexto, existe um fator inquestionável. Com a aprovação dos jogos, a Caixa Econômica Federal será um ator predominante dentro da nova realidade que se abrirá.
Consequentemente, a rede lotérica com toda certeza vai a reboque dessa nova perspectiva.
A casas lotéricas hoje constituem a mais extensa e confiável malha de correspondentes financeiros do Brasil. Sem dúvida alguma, elas só tendem a se valorizar, pois mais produtos estarão disponíveis para venda, melhorando a receita sem criar qualquer despesa.
O segmento deve atrair nos próximos meses os investidores e empreendedores atentos a boas oportunidades.
Afinal de contas, em tempos de vacas magras não é toda hora que passa um cavalo arriado!
(*) Marcelo Gomes de Araújo é sócio da Sistema de Distribuição de Loterias – SDL, empresário lotérico e ex-presidente do SIMCOEMG.


