Lazer para todos os gostos.
Principal promessa de campanha do atual presidente, Luiz Alfredo Taunay, a nova sede social do Jockey Clube Brasileiro foi inaugurada na semana passada com metas bem definidas: a mais visível é a de alcançar a liderança entre os clubes que oferecem mais opções de lazer para seus sócios. Provas dessa meta não faltam: é só dar um passeio pelo nova sede, que tem custo aproximado de R$ 7,5 milhões e inclui academia de ginástica, salão de cabeleireiros, home theater, salões de recreação infantil, jogos, cyber café com quatro pontos para internet e restaurante. A área tem 8.474 metros quadrados e o projeto do arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa foi realizado pela RJZ e decorado por Ana Maria Índio da Costa. Os não sócios têm duas opções na nova sede do Jockey: alugar os salões de baile e cerimônias ou mesmo freqüentar o restaurante Victoria. O ponto alto do espaço, além da gastronomia administrada por Roberto Maciel (dono do restaurante Pax de Ipanema), é a possibilidade de ver as corridas de cavalos das mesas do restaurante. O espaço também oferece sushibar, comandando pela sushiwoman Marina, conhecida por seu trabalho no restaurante Madame Butterfly. – É uma obra aguardada desde a década de 80. Trouxe conforto e lazer para os freqüentadores do clube. O projeto foi muito bem recebido, elogiado e não gerou nenhum custo adicional para os sócios – explica o presidente Luis Alfredo Taunay, que pretende investir mais também no turfe. Apesar de tudo isso, o novo local de entretenimento dos 5.850 associados está sendo alvo de críticas da oposição do clube. Candidato nas eleições para a presidência – que vão acontecer em maio – o advogado Paulo Saboya questiona a aceitação e a funcionalidade da sede social. Segundo ele, a opção da atual diretoria pela área recreativa colocou em segundo plano os investimentos no turfe. – Parece que perderam a exata dimensão deste espaço, que é o maior clube urbano do mundo e foi construído com o dinheiro do turfe. Essa concepção administrativa está equivocada – critica Saboya, afirmando que não tem queixa pessoal contra Taunay. -A luta é em defesa do Jockey – assegura. Titular do Stud Capitão, um dos mais importantes do turfe nacional, o advogado Luiz Edmundo Barbosa rebate as afirmações de Taunay. – Ele não investiu um centavo no turfe. Não tivemos aumento de prêmios durante todo o mandato de Taunay, e isso se agrava quando equiparamos o valor do real em relação ao dólar – explicou o proprietário, que assegura que a maioria dos turfistas tem a mesma opinião. O presidente Taunay rebate, afirmando que tem feito investimentos no turfe, como o aprimoramento do hospital veterinário, a melhoria das pistas e as permanentes reformas nas tribunas. Caso seja reeleito, Taunay promete começar um processo de terceirização das apostas que, segundo ele, é a única perspectiva de crescimento do esporte no Brasil.
Jornal do Brasil – RJ


