BNL: uma década de esperança e luta!!!
Comemoramos nesta quarta-feira, dia 1º de setembro, o décimo aniversário do BNL. São 10 anos, 120 meses, 2.592 edições defendendo a legalização e regulamentação de todas as modalidades de apostas no Brasil, seguindo os modelos dos principais países desenvolvidos, onde o jogo é totalmente legalizado e controlado pelo Estado.
A newsletter BNL, que é distribuída diariamente para mais de 5 mil e-mails e o site BNLData, que recebe mensalmente a visita de mais de 30 mil leitores, transformaram-se no maior banco de dados do setor lotérico brasileiro.
A manchete "Lula defende a legalização do bicho" foi a principal notícia da primeira edição do BNL, em que o então candidato a presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu publicamente a legalização do jogo do bicho, dizendo que a medida serviria para combater os esquemas de corrupção e de lavagem de dinheiro que giram em torno dessa atividade clandestina. Lula tinha razão, mas foi apenas discurso de candidato. Em 2004, colocou-se contrário ao que defendeu na campanha e editou a MP 168 fechando os bingos para minimizar o escândalo provocado por Waldomiro Diniz, então assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu, que estaria extorquindo empresário da área de loterias.
Também tivemos momentos mágicos, como a derrota da MP 168 no Senado e a “Manifestação Nacional”, realizada em Brasília em maio de 2007, e que reuniu mais de 15 mil empregados de bingos na Praça dos Três Poderes pedindo a legalização do setor.
Na área de loterias, tivemos a oportunidade histórica de observar o crescimento das vendas das Loterias Caixa de R$ 2,475 bilhões em 2000 para 8,813 bilhões em 2010, um aumento de 256,08% em 10 anos. Mas também neste mesmo período vimos às loterias estaduais minguarem de 15 para apenas quatro. Sobreviveram os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba e Ceará, mas alguns governadores já se movimentam para retomar este serviço e destinar os recursos para os projetos sociais destes governos estaduais. Lembrando que de um total de 27 estados brasileiros, 15 estão autorizados a operar o serviço de loterias.
Neste longo período de convivência também tivemos perdas de pessoas queridas como Dercy Gonçalves, Nair Bello, Gislene Figueiredo Registro, Milton Galvez, Pedro Secemsky, Gilberto Azevedo, entre outros, que de alguma forma deram sua contribuição para o setor.
Este também é um momento de reconhecimento e agradecimento. Não teríamos espaço para agradecer nominalmente a todos os parceiros que acreditaram e ajudaram a viabilizar este projeto de comunicação segmentada ou disseminação seletiva da informação – DSI. Mas temos certeza que esta obra coletiva – o titular, os colaboradores regulares e os leitores, atingiu plenamente o principal objetivo que foi a democratização da informação deste setor.
O melhor presente de aniversário seria a legalização de todas as modalidades de jogos de azar, que marcaria o fim do preconceito do poder público, da imprensa e de parte da sociedade com esta atividade econômica, que pode pagar tributos, empregar e gerar entretenimento saudável para milhões de pessoas. Também temos certeza que brevemente o nosso setor trocará a editoria de polícia para a de economia.
Mais uma vez, obrigado a todos pelo apoio, pela paciência, pela companhia neste longo período de convivência em que assistimos vitórias, derrotas e perdas. A única coisa que não perdemos foi a nossa capacidade de sonhar e lutar diariamente com o jogo legalizado no Brasil.
Magnho José, Elaine Cardoso e Equipe do BNL


