Jogo patológico em Macau baixou de 6% para 2% em quatro anos

BNL I 01.08.12

Por: sync

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"A combinação da prevalência das patologias e dos problemas derivados do jogo baixou de 6% para 2% entre 2007 e 2011. Na verdade, é uma grande diferença", disse aos jornalistas o coordenador do programa de Jogo e Gestão de Lazer do Instituto Politécnico de Macau, Guihai Huang.

O também diretor-geral da Associação da Ásia Pacífico para o Estudo do Jogo (Asia Pacific Association for Gambling Studies – APAGS na sigla inglesa) divulgou os dados à margem de uma palestra sobre responsabilidade social e jogo patológico, referindo que o estudo já foi entregue ao Instituto de Ação Social de Macau.

Apesar de salientar "os esforços" feitos desde 2005 pelo Governo e operadores de cassinos em Macau, Guihai Huang referiu que é preciso "colocar mais recursos para promover o jogo responsável e para ajudar não só os residentes locais, mas também os visitantes de Hong Kong e da China Continental".

Para Guihai Huang, o problema do jogo compulsivo deve ser combatido com "mais informação aos jogadores sobre a natureza do jogo e sobre o risco de se tornarem viciados".

"O jogo é consumo de entretenimento, não uma oportunidade de especulação ou de investimento. E todos os jogos nos cassinos estão estabelecidos para garantirem que a longo prazo os cassinos vão ganhar", afirmou.

O acadêmico salientou a importância de cumprir "certos limites", desde a definição da frequência semanal e mensal, ao número de horas passadas a jogar e dinheiro a gastar em cada ida ao cassino para "que os jogadores apreciem o jogo de forma recreativa e segura".

"Se um indivíduo vai ao cassino uma vez por ano e joga três ou quatro horas não há problema. Mas os clientes regulares dos cassinos têm de conhecer alguns limites. Deve ser uma escolha informada. É preciso que os jogadores compreendam os riscos e saibam como evitá-los", acrescentou.

Numa análise à nova legislação sobre o jogo em Macau, Guihai Huang considerou que a proposta de aumento da idade de entrada dos cassinos de 18 para 21 anos "é um passo positivo para ajudar os jogadores", assim como a introdução na lei das listas de autoexclusão dos cassinos para os casos patológicos.

"Isto significa que alguém que fizer parte destas listas estará automaticamente a violar a lei ao entrar num cassino. Esta é também uma medida positiva, mas é difícil dizer se é suficiente, porque nunca é suficiente", disse.

Para o diretor da APAGS, "mesmo excluindo a atividade legal do jogo, os jogadores compulsivos vão existir sempre".

Além do impulso dado à atividade pela internet, "o jogo ilegal tem sido uma presença constante na história da China e na história mundial", concluiu.

Os cassinos de Macau encerraram junho com uma receita bruta de 23.334 milhões de patacas (2.333 milhões de euros), mais 12,2 por cento do que no mesmo mês de 2011.

Macau, com uma população de cerca de 552.500 habitantes e 34 cassinos, é a única cidade chinesa onde o jogo em cassino é legal.  (RTP – Agência Lusa)

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