Andre Gelfi: “Suaposta e Betsson estão alinhados em estratégia e visão”

Apostas, Destaque I 04.03.20

Por: Elaine Silva

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Andre Gelfi, co-fundador e CEO da operadora Suaposta

A SBCNews conversou com Andre Gelfi, co-fundador e CEO da operadora de apostas Suaposta, sobre o cenário regulatório e de mercado no Brasil, os planos da empresa após a aquisição majoritária da Betsson e as oportunidades de crescimento oferecidas pela América Latina.

Em dezembro de 2019, a Betsson anunciou a compra de 75% da Suaposta, uma operação que permite ao grupo de negócios listado na Bolsa de Estocolmo impulsionar seu plano de negócios e internacionalização nos próximos anos e continuar a crescer no setor de apostas esportivas O investimento visa “aproveitar as oportunidades existentes no Brasil” e estar “bem posicionado para a regulamentação das apostas esportivas”, planejado para entrar em vigor em 2020.

Após a aquisição, Andre Gelfi e Fernando Corrêa, fundadores da Suaposta, permanecem no comando da administração, com uma participação minoritária (25%). Gelfi atua como CEO, enquanto Corrêa ocupa o cargo de CFO.

Em diálogo com a SBCNews, Gelfi disse que o que motivou a decisão de vender a maioria de Suaposta à Betsson foi a experiência comprovada, a proposta de valor e a visão de futuro da operadora sueca: “Estávamos procurando um parceiro que pudesse nos complementar, fornecendo capacidade e conhecimento, e como compartilhar a filosofia da empresa e apostar no crescimento do grupo de longo prazo no Brasil. Era essencial que estivéssemos alinhados em estratégia e visão”.

Nesse sentido, ele ressaltou que “embora a Betsson possua recursos financeiros e tenha conhecimento de jogos, tecnologia e produtos on-line, Suaposta possui uma licença, histórico local, métodos de pagamento locais e acesso à mídia digital. É uma combinação vencedora”.

Quanto aos planos da empresa e às oportunidades oferecidas pelo patrocínio esportivo na América Latina, à medida que mais países tomam medidas para regulamentar as apostas, o gerente disse que, no momento, não pretende realizar ações de patrocínio: “Não está em nosso radar para 2020, mas nos próximos anos”. Gelfi descreveu o patrocínio esportivo como uma fonte de aumento de receita que não deve ser negligenciada, no entanto, observou que “o objetivo imediato da Suaposta é estar pronto e bem posicionado para quando as licenças forem concedidas no Brasil”. Para fazer isso, teremos que esperar. É que a tão esperada regulamentação sofreu um novo revés após a Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia (SECAP-ME) decidir reverter o modelo proposto anteriormente e introduzir uma série de alterações na minuta de decreto para estabelecer um regime de “concessão com um número limitado de operadores”.

“Conceitualmente, não gosto da mudança para o regime de concessão, pois parece mais legalmente seguro, mas ainda não conhecemos os termos do projeto de contrato de concessão, que considero a pedra angular do regulamento. É verdade que alterações no SECAP [após a saída de Alexandre Manoel] e modificações no regulamento atrasarão a implementação da regra e a subsequente concessão de permissões. No entanto, estamos convencidos de que o processo continuará e, enquanto isso, aproveitaremos para refinar nossa proposta”, afirmou o CEO da Suaposta.

Ele disse que a chave para o sucesso na América Latina, um mercado que para muitos é um espaço desconhecido ou difícil de abordar, “é ser ágil, reagir rapidamente às mudanças, dar passos pequenos, mas firmes, para se adaptar ao ambiente e ser capaz de capturar o que foi aprendido na América Latina no negócio”.

Por fim, ele sentenciou: “Das mãos da Betsson, Suaposta será um dos principais players do mercado brasileiro em 2020 e mais além”. (SBC Notícias – Maca Rodicio)

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