Latino-Americano, em Maroñas, é maior atração no continente

O disputado do Clássico Associação Latino-americana de Jockeys, no próximo domingo à tarde, no Hipódromo de Maroñas, em Montevidéu, no Uruguai, agita o turfe sul-americano esta semana. A tradicional carreira começou a ser disputada em 1981, e foi conquistada pelo craque Dark Brown, do Haras Rosa do Sul, conduzido por Antônio Bolino. Deste dia em diante, os puros-sangues brasileiros escreveram linda história de representatividade na competição. E, até hoje, o Brasil mantém a hegemonia de ser o país com maior número de triunfos, apesar da rotatividade da disputa, em países diferentes, a cada ano. Duplex, montado por Jorge Garcia, foi o vencedor, em 1982, seguido de Derek, com L. C. Silva, em 1983. Old Master, com Francisco Pereira Filho, em 1985, Falcon Jet, com Jorge Ricardo, em 1991, Much Better, duas vezes, em 1994 e 1996, ambas com Jorge Ricardo, Jimwaki, em 1998, outra vez, com Ricardinho, Hot Six, com Jorge Leme, em 2009, e Some In Tieme, com Waldomiro Blandi, em 2016.
Vale registrar, que o turfe brasileiro, com os seus 10 triunfos, além de ter o domínio da prova, possui também o único puro-sangue a vencer o páreo por duas vezes. Much Better, do Stud TNT. E, além disso, o jóquei com maior número de vitórias, Jorge Ricardo, que além dos triunfos com Falcon Jet, Much Better (2), e Jimwaki, também ganhou a prova em 2007, em La Plata, na Argentina, com o cavalo uruguaio, Good Report. Portanto, cinco vezes. E perdeu no tapetão, em 2016, com Don Ink, do Stud Las Monjitas, que levantou a prova na Gávea, mas foi desclassificado por medicação. Mapa Mundi, de criação do Haras Figueira do Lago, e propriedade do Stud Xeque-Mate, é o nosso valoroso representante este ano. O pensionista do extraordinário treinador, Dulcino Guignoni, será conduzido por Leandro Henrique e tem plenas condições de brigar pelo triunfo, e dar sequência a esta história de glórias. O turfe nacional ainda se fará presente através de sua criação. Aero Trem, radicado no turfe uruguaio, mas criado pelo Haras Old Friends, e Blanc De Noirs, criado no Haras Niju, e com campanha no turfe uruguaio.
Os representantes do turfe argentino são bem fortes. Os mais categorizados são Miriñaque, montaria do brasileiro, Francisco Leandro, e Village King, de criação do Haras Santa Maria de Araras, na sua seção na Argentina. Ambos têm atuações de destaque com vitórias e colocações nas provas mais importantes do calendário portenho. E, o terceiro nome, trata-se de um especialista na raia e no percurso. Sandino Ruler, montaria do consagrado Juan Carlos Noriega, corredor de provas de fundo, na pista de areia. Vem de quatro vitórias consecutivas, todas de ponta a ponta. Deu sorte no sorteio das balizas e vai largar na pedra 3. Portanto, contem com ele imprimindo o ritmo do espetáculo. Porém, repito, os outros dois atuam sempre em provas de maior gabarito. Os dois melhores cavalos peruanos são Nuremberg e Novillero. Savitar pode representar bem o turfe chileno, e Atlético Eculano, o uruguaio. Porém, dentro da normalidade, a encrenca maior vem de Buenos Aires, com Miriñaque, e Village King, dois corredores de alto nível técnico. (Raia Leve – Páreo Corrido, por Paulo Gama)
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Público do Latino está limitado a 3.500 turfistas em Maroñas
A expectativa do público turfista, em Montevidéu para a realização do Clássico Longines Latino-americano, domingo, em Maroñas é enorme. Porém, as normas sanitárias do governo, ainda preocupados com a pandemia, são bem restritivas, e ficou acertado a liberação da entrada de apenas 3.500 aficionados nas dependências do belo Hipódromo de Maroñas. Nem mesmo a vaidade de mostrar ao continente a arquitetura moderna, e atraente do prado, tornou mais flexíveis as autoridades. Por isso, quase todos os ingressos já foram vendidos, e os poucos restantes, estão sendo muito disputados.
A movimentação dos cavalos inscritos no importante páreo continua normalmente. Os argentinos tem chamado bastante a atenção dos profissionais uruguaios. Miriñaque, do Stud Parque Patrícios, conta com enorme simpatia dos locais, talvez pelo fato de ter sido o primeiro concorrente a desembarcar na capital uruguaia. Os vistosos galopes largos do tordilho negro, em que esbanja perfeito estado atlético, conquistaram muitos simpatizantes. Village King, do Stud El Angel de Venécia, possui ótimo temperamento. É um cavalo de mais idade e acostumado a rotina dos páreos importantes. Não fosse ele ganhador do Gran Prêmio 25 de Mayo. Sandino Ruler chama a atenção pelo porte físico imponente e a autoridade dos seus galopes largos. A dupla de treinadores, Roberto Pellegata e Juan Franco Saldívia, parece estar bastante satisfeita com a forma atlética do puro-sangue mais veloz no campo da prova.
A égua argentina, Escabiar, do Stud Rodeo Chico, inscrita no Clássico Uruguai, Grupo 3, aperitivo antes da prova central, assustou os uruguaios, com a incrível partida de 45s nos 800 metros, no apronto para o páreo de domingo. E os turfistas locais ficaram satisfeitos com a informação, de última hora, de que o jóquei uruguaio, Hector Lazo, com muitos fãs em Maroñas, substituirá o famoso jóquei chileno Luiz Torres, no dorso de Win Here, no Latino-americano. O piloto não virá participar do evento, devido a problemas particulares. Tem muito brasileiro por lá. E todos confiam numa grande atuação de Mapa Mundi, segundo informações de nossas fontes no Uruguai. (Raia Leve – Paulo Gama)


