Jogos de azar, proibição no Brasil é demagógica, mas segue firme

E em que pé ficou o projeto que legaliza os jogos de azar no Brasil? Gilmar Teles, lá de Porto Seguro, é quem pergunta. E a resposta é simples: como ocorre há mais de três décadas, mais uma vez empurraram com a barriga, e mais uma vez por pressão da bancada evangélica, que é ferrenhamente contra.
Ou melhor, dia 16 último, a Câmara votou o pedido de urgência para a apreciação em plenário do Projeto 442/91 (tem 30 anos tramitando). Mas a tal urgência aí não é tão urgente assim. Ficou para fevereiro.
A situação reflete uma demagogia nacional. Jogo existe com as loterias oficiais, tem também outros particulares como Sílvio Santos, que viveu a vida toda disso, sem falar numa infinidade de opções particulares. Mas legalizar o jogo do bicho e permitir cassinos, não.
Inovação
O projeto em vias de finalização no Congresso prevê a criação do Sistema Nacional dos Jogos e Apostas que vai servir para regular o mercado por meio de um órgão composto por operadores de jogos, jockeys clubes, bookmakers e crupiês, empresas de auditoria.
Essa é a novidade. Em 2018 outro projeto, estava em vias de aprovação quando o então senador capixaba Magno Malta, bolsonarista e evangélico, barrou a finalização do Senado.
Malta perdeu a reeleição e o projeto ressurgiu agora. Será que vai? Os evangélicos continuam reagindo, mas a turma a favor, na votação da urgência, ganhou de 293 a 138. (A Tarde – Levi Vasconcelos)


