Patrocínio digital no futebol brasileiro: novos modelos de receita para os clubes

Apostas I 17.07.26

Por: Magno José

Compartilhe:
Patrocínio digital no futebol brasileiro: novos modelos de receita para os clubes
As plataformas de apostas esportivas têm se consolidado como parceiras estratégicas dos clubes brasileiros, oferecendo não apenas patrocínio master, mas também benefícios exclusivos para os torcedores através de promoções especiais (Foto: Pexels)

Os clubes brasileiros hoje vivem uma situação bastante complicada no que se refere à situação financeira, com apenas Palmeiras e Flamengo apresentando uma situação muito confortável, e alguns poucos clubes fazendo uma gestão que, embora não permita extravagâncias, ainda permite ter certa saúde financeira.

As plataformas de apostas esportivas têm se consolidado como parceiras estratégicas dos clubes brasileiros, oferecendo não apenas patrocínio master, mas também benefícios exclusivos para os torcedores através de promoções especiais. Para se manter competitivo nesse mercado, é essencial que os apostadores conheçam as melhores ofertas disponíveis, como o betboo código promocional, que permite maximizar o valor inicial das apostas e aproveitar bônus de boas-vindas. Essas iniciativas comerciais representam uma via de mão dupla: enquanto as casas de apostas ganham visibilidade através dos clubes, os torcedores têm acesso a vantagens diferenciadas que tornam a experiência de entretenimento esportivo mais atrativa.

Como os clubes ganham dinheiro

Para entender como os clubes podem diversificar suas receitas, primeiro é preciso entender de onde o dinheiro vem. Os métodos a seguir são os mais conhecidos:

⇒ receita de bilheteria;

⇒ venda de camisas;

⇒ placas de publicidade;

⇒ patrocinadores na camisa;

⇒ direitos de TV.

É possível entender como essas receitas foram se diversificando ao longo do tempo, começando pela bilheteria e indo até os direitos de TV. Esse foi um processo que levou décadas, mas a diversificação atual leva muito menos tempo.

Todo esse processo levou muitos anos para evoluir (e não apenas no Brasil, mas também em vários outros locais ao redor do mundo), mas hoje, com a globalização e o acesso à informação cada vez maior, os clubes tem cada vez mais possibilidades de ganho e buscam explorar tudo o que for possível.

O digital muda o cenário

O mundo também tem sido bastante modificado pelas opções digitais, e o futebol não passa avesso a isso. Cada vez mais ferramentas são criadas e mesmo o futebol acaba por absorver várias delas, ainda mais num momento onde a gestão profissional dos clubes tem ficado cada vez mais atenta às últimas tendências.

A expansão digital inclusive permite explorar uma série de áreas diferentes e mais do que isso, faz com que os clubes realmente passem a estar cada vez mais presentes no dia a dia dos torcedores de maneira funcional, e não apenas como algo distante.

Mais do que isso, essa nova tendência também permite aos clubes mapear o perfil de seus torcedores, algo que pode ser importante para identificar tendências e explorar oportunidades, uma ferramenta que pode ser poderosa se entregue nas mãos de profissionais competentes.

As ferramentas 

Os clubes têm aprimorado suas bases de receitas com cada oportunidade possível. Nós já vimos que o patrocínio nas camisas constitui uma parte importante da receita dos clubes, mas isso é apenas uma faceta do que hoje constitui a receita de um clube.

Uma maneira interessante – e criativa – que foi arrumada para conseguir um dinheiro extra foi a venda de espaços digitais. Como sabemos, os clubes têm milhões de seguidores em suas redes sociais, e um espaço que pode ser bem explorado são as postagens e fotos disponibilizadas nesses locais.

Essa é uma maneira inteligente de conseguir dinheiro sem necessariamente perder espaços físicos, como o próprio uniforme ou placas de publicidade (além de não ter limitações em relação a espaços).

Outra solução interessante é a venda de espaços em jogos online, e com jogos cada vez mais populares, há enormes possibilidades para explorar esta modalidade. O que torna essa opção mais especial é a chance de estampar marcas nos uniformes, mas apenas no ambiente digital.

Adicionalmente, uma das grandes novidades dos últimos anos foram os Fan Tokens (como criptomoedas). Os clubes vendem esses ativos e na primeira vez em que são vendidos, ficam com uma porcentagem – enquanto os compradores ganham a possibilidade de participar em votações internas do clube ou participar de promoções exclusivas.

Os clubes também possuem parcerias com bancos para cartões exclusivos, e ainda existem também parcerias para comunicação – por exemplo, uma operadora de telefonia celular do próprio clube, mostrando que as limitações digitais são mesmo muito poucas.

O que ainda pode melhorar

Os clubes têm uma base de dados bastante significativa que poderia ser muito melhor explorada no Brasil: a de sócios-torcedores. Esses são programas que servem principalmente para a compra de ingressos no país, dando prioridade aos sócios mais frequentes e que tenham pagamento em dia.

Apesar disso, há clubes que ainda não possuem muitos sócios, e mesmo os melhores colocados no ranking nacional ainda exploram apenas uma pequena fatia de sua torcida, quando poderiam faturar muito mais.

De fato, a base de dados tem um valor gigantesco por si só e poderia ser utilizada para ampliar as parcerias do clube, poupando muitas empresas de fazerem pesquisas de mercado e abrindo assim novas oportunidades, um potencial que precisa ser melhor trabalhado (mas também é algo que precisa de profissionais que muitas vezes não estão presentes nos clubes, mostrando ainda algum atraso na gestão do futebol brasileiro).

Desafios e oportunidades

O mercado digital se mostra como uma excelente oportunidade para os clubes, mas também requer muita atenção e trabalho especializado. Há uma quantidade de opções muito grande que pode ser explorada – e mesmo no Brasil os times trabalham de maneira bastante diferente entre si, embora também haja semelhanças (muitas vezes o que está dando certo acaba sendo copiado).

Além dos meios próprios de cada clube, outra coisa que pode ser feita é a utilização da imagem dos jogadores (no momento, quem mais tem feito isso é o Santos, com Neymar). É bem verdade que o futebol brasileiro foca mais em exportar jogadores do que em lucrar com eles por outros meios, mas mesmo assim é algo que pode ser melhor trabalhado por outras equipes.

Assim, é necessário ter pessoal competente para que isso venha a ser explorado da maneira que merece – nem sempre as oportunidades são facilmente encontradas, mas é importante reconhecê-las e por isso é interessante ter pessoal capacitado para resolver questões como esta.

Muitos clubes acabam vendo isto como um gasto, mas na verdade investir nessa área pode trazer retornos muito maiores, o que certamente é de interesse de clubes que hoje estão mais próximos de um estado financeiro catastrófico do que de ter tranquilidade nas suas contas.

 

EGT - 728 X 90EGT - 1280 x 90 1

Compartilhe: