Milionária da EuroMillions doa R$ 430 mi à caridade e se inspira em Dolly Parton

Blog do Editor, Loteria I 07.09.26

Por: Magno José

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Milionária da EuroMillions doa R$ 430 mi à caridade e se inspira em Dolly Parton
Britânica Frances Connolly, que ganhou R$ 860 mi na loteria, criou fundo que combate a solidão entre idosos e apoia jovens cuidadores na Inglaterra (Foto: Facebook)

A britânica Frances Connolly, que ganhou cerca de £115 milhões (aproximadamente R$ 860 milhões) na loteria EuroMillions, estima ter destinado metade do prêmio a instituições e projetos sociais desde que levou o prêmio junto com o marido, Paddy. Uma das referências para sua postura diante da fortuna é Dolly Parton, cantora americana que morreu em agosto, aos 80 anos.

Frances e Paddy criaram o PFC Trust, fundo voltado ao financiamento de iniciativas no Nordeste da Inglaterra. A instituição apoia programas de combate à solidão entre idosos, distribuição emergencial de alimentos, compra de caravanas para oferecer períodos de descanso a jovens cuidadores de familiares e instalação de desfibriladores em clubes esportivos.

Vínculo com Dolly Parton

A ligação com Dolly Parton antecede a fortuna. O pai de Frances era fã de música country e tinha a cantora entre suas favoritas. Após a morte de Dolly, Frances voltou a citá-la como modelo para sua própria relação com a riqueza.

A cantora construiu ao longo de décadas uma reputação associada à generosidade. Entre suas iniciativas mais conhecidas está a Imagination Library, programa de incentivo à leitura infantil que distribuiu milhões de livros gratuitamente. Dolly também destinou recursos à pesquisa que contribuiu para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.

Vida e limites da filantropia

Antes de ganhar a loteria, Frances trabalhava como assistente social e professora. Em entrevista à agência PA, ela afirmou que ela e o marido continuam levando uma vida parecida com a de antes, “apenas com mais possibilidades”. A ideia central que norteia suas doações é a de que compartilhar se torna uma escolha natural após atingir determinado nível de segurança financeira.

“Acho que está na natureza humana compartilhar quando se chega a um nível em que se tem o suficiente”, disse Frances à PA.

A milionária também pondera sobre os limites da ação individual. Ela reconhece não ser capaz de erradicar a pobreza sozinha e afirma depender de uma rede de funcionários e voluntários para executar os projetos do fundo.

Para marcar os 60 anos de Frances, sete atletas apoiados pelo PFC Trust participam de uma série de desafios esportivos para arrecadar recursos para a instituição. Cada participante correrá, nadará ou pedalará até completar 60 milhas, cerca de 97 quilômetros, com a programação se encerrando na Great North Run.

 


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