Gtech pode perder monopólio.

Loteria I 05.11.04

Por: sync

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BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal promete iniciar, nos próximos dias, um novo processo de licitação para quebrar o monopólio da Gtech na prestação de serviços na área de loterias. De acordo com fontes da Caixa, a Gtech poderá participar do processo mas, mesmo se vencer, não será mais a única a ter esse tipo de contrato com a instituição. A Caixa quer compartilhar os serviços com pelo menos 2 ou 3 empresas e não ficar refém de um único contrato com a Gtech, que hoje detém toda a tecnologia necessária para o funcionamento da rede. Passados 18 meses do contrato assinado com a empresa pela atual diretoria da instituição, a Caixa ainda não anunciou se conseguiu ou não absorver parte dos serviços prestados pela Gtech, especificamente a que se refere ao processamento dos dados. A assinatura desse contrato chamou atenção depois das denúncias que levantaram a suspeita de que o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz teria utilizado tráfico de influência para intermediar a negociação. Informações conflitantes. Na época, a Caixa prometeu que no início de novembro oficializaria a possibilidade ou não de assumir parcialmente os serviços prestados pela multinacional. As informações sobre esse ponto, no entanto, são conflitantes. Alguns assessores afirmam que o novo modelo tecnológico operacional já está pronto e que o presidente da instituição, Jorge Mattoso, vai anunciá-lo no momento em que divulgar as novas regras para a licitação. Outros, alegam que só agora a Caixa vai começar a assumir parte do serviço e, mesmo assim, em fase experimental. "A licitação já era para ter saído, mas a greve acabou atrasando todo o processo", justificou um assessor. Ele também argumentou que faz pouco tempo que a Caixa conseguiu decisão favorável da Justiça para poder fazer a licitação fatiada dos serviços prestados, inclusive por região do País. Até então, a Gtech estava amparada por uma liminar que impedia a Caixa de realizar uma nova licitação. A empresa queria forçar a Caixa a realizar uma licitação única para todos os serviços, confiante na sua especialidade o que lhe garantiria uma posição de liderança e, portanto, a escolhida na licitação. Os dirigentes da Gtech continuam apostando que têm margem de vantagem em relação às outras empresas. Eles defendem que, dificilmente, a Caixa conseguirá uma prestação de serviço da qualidade que a multinacional oferece ao governo brasileiro. Estado de SP – Vânia Cristino

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