A mudança de perfil do novo ano hípico no turfe nacional

As primeiras reuniões do novo ano hípico, no eixo Rio/São Paulo, disputadas nos hipódromos da Gávea, e, de Cidade Jardim, sem dúvida, os mais importantes do turfe no Brasil, evidenciaram, mudanças significativas nos elencos de jóqueis atuantes em cada plantel. Expressiva dança das cadeiras. E, pela situação econômica do esporte em nosso país, muita coisa ainda pode mudar. Marcus Ribeiro, campeão da estatística no turfe paulista, vai sair de cena, por algum tempo, para atuar nas Ilhas Maurício. E, ainda leva com ele, Michel Platini, um coadjuvante de luxo. Na Gávea, quem também vai procurar outros ares é Bruno Queiroz, filho de Antônio Queiroz, já com duas estatísticas conquistadas a tiracolo, vai para Cingapura. E, caso consiga se sair bem, pode ir parar em Hong Kong. Quem sabe?
João Moreira, a estrela da companhia, tem se virado por aqui, para emprestar o seu talento nos dois centros turfísticos mais importantes. Monta preferencialmente em Cidade Jardim, e, coleciona sem perdão as provas clássicas, e troca de farda a todo momento, para tentar manter o nível financeiro em sua jornada. De vez em quando, ele resolve dar alguns pequenos voos internacionais na Austrália, Japão e Oriente, onde pode se vestir com o traje de herói, o Magic Man. E deixar de ser, por um tempinho, apenas o simpático Moreira. Autêntico papa-tudo em solo nacional. Aqui na Gávea, ele coleciona os Grandes Prêmios. Da um pulinho no Tarumã, afinal ele é paranaense, e faz o mesmo por lá. Estrela solitária. Assim como o Botafogo.
Henderson Fernandes, um campeão suspenso. Leandro Henrique, em recuperação da grave contusão. Bruno Queiroz, de malas prontas. Jorge Ricardo, perto da aposentadoria, deve ser condecorado por serviços prestados, em breve, e virar estátua, nas dependências do Hipódromo da Gávea. Dylan Silva Machado, o jovem gaúcho, da família Silva Machado, irmão de Luan e Muriel, será dominante nas primeiras semanas do turfe carioca. Está sem adversários na Gávea. Ele não é bobo. Decorou bem a lição nos seus primeiros passos na Escola de Aprendizes, com os instrutores, José Machado, Marcello Cardoso e Alex Mota.
Em Cidade Jardim, João Moreira, vai bater o ponto sem dó ou piedade. Mas, vez por outra, vai passear mundo afora. E, aí, Ruberlei Viana, Fernando Larroque, José Severo, Jeane Alves e Idevaldo Silva, dividirão o empadão nos sábados à tarde, com transmissão sempre competente e empolgada do Roberto Casella, e, o talento e, o carisma incomparável, do Jair Bala. Dupla da pesada. Como buscar peças de reposição para aqui na Gávea. Outro dia, o Vagner Borges veio visitar a gente. Até alugou uma casa dentro da Vila Lagoa, segundo me disseram. Desculpem se eu estiver errado. Mas, ele foi suspenso em Hong Kong. Tem de ficar de quarentena por aqui, bater papo com os amigos e esperar a punição acabar. Se pudesse montar. Bem, aí as coisas seriam muito diferentes. Seria um pesadelo para a jovem guarda dos novos tempos. (Raia Leve – Páreo Corrido, por Paulo Gama)


