Abrajogo reúne 40 profissionais para debater licenciamento de fornecedores B2B

Apostas I 03.06.26

Por: Magno José

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Abrajogo reúne 40 profissionais para debater licenciamento de fornecedores B2B
Evento ‘ABRAJOGO Talks – Portaria de Fornecedores’ discutiu regulamentação de provedores de KYC, plataformas, jogos e serviços de monitoramento no Le Vin Bistrô em Brasília na terça-feira

A Abrajogo organizou o evento ‘ABRAJOGO Talks – Portaria de Fornecedores’ na noite desta terça-feira (3), no Mezzanino do Le Vin Bistrô Brasília. O encontro reuniu 40 profissionais do setor para discutir o licenciamento de provedores que atuam no ecossistema B2B da indústria de jogos e apostas no Brasil. A iniciativa aconteceu paralelamente ao BiS SiGMA Brasília 2026, em andamento na capital federal.

Entre os participantes, 38 representavam diferentes segmentos: provedores de KYC, serviços de monitoramento, plataformas, jogos, virtuais, odds, agregadores e lotéricos. Autoridades públicas, reguladores, lideranças executivas, operadores, startups e entidades de classe também estiveram presentes. A pauta abordou aspectos relacionados à estruturação do mercado de apostas no país.

Trajetória da Abrajogo e desafios da representação setorial

A diretoria da Abrajogo, apresentou a trajetória da entidade, que destacou a participação da associação na aprovação das apostas de quota fixa em 2018. Foi mencionada a desmobilização ocorrida durante a pandemia e ressaltada a necessidade de retomar as atividades para representar todo o ecossistema da indústria.

Hendrich Júnior abordou a necessidade de rebater a desinformação no Congresso Nacional e perante a sociedade. Ele afirmou que enfrenta esse desafio mesmo sob “ameaça de morte”. O presidente registrou um episódio envolvendo o deputado Luiz Carlos Hauly durante audiência pública. A fala evidenciou os desafios enfrentados pela associação no diálogo com o poder legislativo.

O presidente ressaltou a importância de a indústria ser proativa. Defendeu que o setor assuma o controle da narrativa sobre a regulamentação das apostas no Brasil.

Estratégia para construção da portaria de provedores

Ana Helena Pamplona apresentou a estratégia da associação na regulamentação da Reforma Tributária. Ana Bárbara Costa Teixeira, diretora de relações governamentais da AbraJogo destacou a importância de os fornecedores de serviços para operadores alinharem o discurso com o objetivo de construir uma portaria de provedores que contribua para um sistema de licenciamento B2B adequado às necessidades do mercado brasileiro.

Eduardo Franceschett, da Safefy, manifestou-se pela definição dos serviços de monitoramento na portaria. Victor Yuki Oda, da Serasa Experian, defendeu a necessidade de padrões de serviço adequados ao risco brasileiro. Oda compartilhou as preocupações dos provedores de KYC quanto aos requisitos técnicos e operacionais que devem ser estabelecidos pela regulamentação.

Valter Delfraro, da Oddsgate, lembrou que o desafio inicial consiste em organizar quem são os fornecedores a serem credenciados. Segundo ele, somente após essa definição será possível aprofundar a discussão nos requisitos específicos de cada provedor. A observação destacou a necessidade de estabelecer prioridades no processo regulatório.

Colaboração e próximos passos

Amilton Noble, da Hebara, ressaltou a importância de os provedores defenderem o que é bom para a indústria. Ele alertou para a necessidade de superar interesses específicos de empresas individuais em favor do desenvolvimento coletivo do setor. A intervenção reforçou o caráter colaborativo necessário para a construção de um marco regulatório eficiente.

Ana Clara Barros, da Aigaming, pediu a atenção dos provedores que permaneceram ausentes do debate e do financiamento das iniciativas da indústria. Ela enfatizou que todos dependem dessas iniciativas. Barros destacou a urgência de todo o ecossistema se unir. Ressaltou que tanto provedores quanto operadores precisam garantir o futuro da indústria regulamentada.

O formato de mesa de debates gerou interação entre os participantes. Os próximos passos incluem a organização dos temas a serem debatidos por tipo de fornecedor. As discussões serão posteriormente encaminhadas ao regulador para subsidiar a elaboração da portaria de fornecedores.

 

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