Às vésperas da eleição, governistas mudam discurso sobre piso da enfermagem

Blog do Editor I 06.09.22

Por: Elaine Silva

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Parlamentares se comprometeram a encontrar novas fontes, mas a proposta de legalizar os jogos de azar e tributá-los não prosperou. A bancada evangélica, apoiadora de Bolsonaro, é contra autorizar jogos

Aliados de Jair Bolsonaro querem transformar o piso da enfermagem em mais um cabo de guerra entre o governo e o STF – a Corte é o principal alvo dos protestos deste 7 de Setembro. Mas a oposição entre os dois lados nesse assunto não existia há bem pouco tempo. Assim como o ministro Luís Roberto Barroso, governistas alegavam preocupação com a falta de fonte de receitas para financiar o piso. No início de maio, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), recomendou o voto contra alegando que não havia como bancar a iniciativa, avaliada em cerca de R$ 16 bi e que recai principalmente sobre Estados e municípios. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi um dos 12 deputados que apertaram o não naquela votação.

VERÃO…

A sanção dividiu técnicos e só ocorreu no último dia. O temor era a LRF, que pode acabar em crime de responsabilidade. Parlamentares se comprometeram a encontrar novas fontes, mas a proposta de legalizar os jogos de azar e tributá-los não prosperou. A bancada evangélica, apoiadora de Bolsonaro, é contra autorizar jogos.

…PASSADO

Nesta segunda (5), Barros postou vídeo em que dá a entender que a iniciativa foi do governo. “O governo do presidente Bolsonaro vai defender o seu ato, a lei sancionada. A AGU vai promover a defesa daquilo que foi decidido pelo governo.” (Coluna Estadão – O Estado de S.Paulo)

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