Bancos devem impedir contas fraudulentas e combater bets ilegais, afirma Febraban

Apostas I 10.11.25

Por: Magno José

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Riscos de crimes financeiros ‘explodiram’ desde legalização das bets, diz presidente da Febraban
Em nota, Isaac Sidney destaca colaboração com Banco Central, Coaf e Receita Federal para enfrentar proliferação de práticas ilícitas no setor financeiro. Presidente da Febraban cobra atuação rigorosa de bancos e fintechs após operações da PF revelarem desvios milionários e lavagem de dinheiro no sistema financeiro (Foto: Divulgação)

Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), defendeu que as instituições bancárias atuem como principal barreira contra práticas financeiras ilícitas no Brasil. A declaração foi divulgada neste sábado (8) por meio de nota nas redes sociais da entidade, em resposta ao aumento de crimes digitais no sistema financeiro nacional.

O comunicado surge em um momento de crescente preocupação com a segurança das transações financeiras no ambiente digital brasileiro. Segundo informações do VALOR, Sidney destacou que investigações recentes revelaram a gravidade da situação no setor financeiro do país, com o aumento de casos envolvendo usos ilícitos do sistema.

A manifestação ocorre na mesma semana em que a Polícia Federal realizou operação que investiga desvios milionários em financiamentos do Banco do Nordeste. No final de agosto, outra operação identificou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC em gestoras localizadas na Faria Lima, região considerada o centro financeiro de São Paulo.

“O poder público e toda a indústria financeira precisam estar absolutamente alinhados e atuantes no enfrentamento aos crimes financeiros, e qualquer omissão é intolerável”, afirmou o presidente da Febraban na nota.

Sidney mencionou a “explosão de crimes digitais e da proliferação de práticas ilícitas” e o que chamou de “cenário sombrio” no setor financeiro brasileiro. Ele também apontou riscos relacionados às casas de apostas online para o sistema financeiro do país.

“Bancos e fintechs têm o dever de impedir a abertura de contas fraudulentas, como contas laranja, frias e de bets ilegais, cabendo aos bancos reforçar suas barreiras e exigir padrões rigorosos de vigilância dos demais participantes da indústria”, declarou.

O presidente da Febraban enfatizou a necessidade de intensificar o combate às bets ilegais, que têm se proliferado no mercado brasileiro e representam um desafio crescente para a segurança do sistema financeiro. Segundo ele, essas plataformas não regulamentadas frequentemente servem como canais para lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

O presidente da Febraban destacou que as instituições bancárias “nessa cruzada, continuarão ao lado dos reguladores” e que deverão intensificar esforços para impedir fraudes, mantendo colaboração com órgãos como o Banco Central, o Coaf e a Receita Federal.

“O futuro de um sistema financeiro resiliente depende, fundamentalmente, da atuação rigorosa de todos os participantes e da colaboração efetiva e estreita com o poder público, para que a lama de um não respingue em todos. […] Para tanto, nossos bancos terão de manter estruturas com controles internos robustos, monitoramento contínuo e comunicação obrigatória às autoridades competentes”, disse Sidney.

A nota foi direcionada tanto às instituições financeiras tradicionais quanto às fintechs que operam no Brasil, enfatizando a responsabilidade dessas organizações no combate às fraudes financeiras.

 

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