Caixa e bancos digitais disputam a baixa renda

Digitalização da economia, pagamento do auxílio emergencial e queda das taxas de juros têm aumentado o interesse na prestação de serviços para os mais pobres

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Digitalização da economia, pagamento do auxílio emergencial e queda das taxas de juros têm aumentado o interesse na prestação de serviços para os mais pobres

 

O aumento da competição entre bancos tradicionais e digitais, a chegada do Pix (o novo sistema de pagamento criado pelo Banco Central) e os juros baixos acirraram a disputa pelos clientes de baixa renda. Dona da maior escala nesse segmento, a Caixa começa a buscar novas formas de rentabilizar esse público com produtos como microcrédito e microsseguros. Mas não está sozinha. Pan, Neon e Will Bank são alguns dos concorrentes que estão de olho no potencial desse segmento, fugindo do modelo tradicional de interesse pelas classes A, B e, em menor escala, a C.

A Caixa tem vocação natural para atender o público de baixa renda por ser a distribuidora de benefícios sociais do governo. O pagamento dos benefícios emergenciais neste ano colocou nas mãos do banco estatal 33 milhões de clientes que não tinham conta bancária. No fim do ano passado, o Instituto Locomotiva estimava em 45 milhões o número de brasileiros ‘desbancarizados’.

Entres os concorrentes da Caixa está o Neon, que se propõe a atender a faixa mais abastada da baixa renda, o que Jean Sigrist, presidente da fintech, chama de “classe C expandida”. Segundo ele, boa parte dos 9,5 milhões de clientes do Neon são pessoas que não estavam totalmente fora do mercado bancário, mas tinham o hábito de compartilhar uma conta com outras pessoas para dividir as tarifas.

Outra instituição na disputa é a Conta Zap, uma fintech de pagamentos que permite ao cliente fazer operações por comando de voz usando o WhatsApp. “Quero ser a primeira conta para concorrer com o Caixa Tem, oferecendo tudo o que o cliente pode fazer numa lotérica”, afirma seu presidente, Roberto Marinho Filho. (Valor Econômico)

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