Câmara vai trabalhar remotamente e presidente poderá adiar votação do PL 442/91 para março

Destaque I 19.01.22

Por: Elaine Silva

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Segundo apurou o Valor, a decisão de Arthur Lira pode adiar para março a análise de propostas polêmicas, como o projeto que trata da regularização dos jogos de azar no país

Em meio à escalada de casos de Covid-19 pelo país, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a Casa retomará o modelo remoto de votações pelo menos até o carnaval. Segundo apurou o Valor, a decisão pode adiar para março a análise de propostas polêmicas, como o projeto que trata da regularização dos jogos de azar no país. Interlocutores de Lira avaliam que, como o tema divide o plenário, a tendência é que o texto seja enfrentado pelo plenário apenas com o restabelecimento de trabalhos presenciais.

Nesta terça-feira (18), Lira oficializou a decisão em publicação nas redes sociais. “Trabalho remoto até o carnaval. Medida necessária até vencermos esta nova onda. Também vai nos ajudar na melhor aplicação dos recursos públicos. Tarifas aéreas estão altíssimas e a flexibilidade nas remarcações só acontece quando é do interesse das companhias”.

Desde a semana passada, o presidente da Câmara manteve conversas com integrantes da Mesa Diretora da Casa e com lideranças partidárias sobre a possibilidade de retomar o sistema remoto de votações até que os números da pandemia voltem a diminuir.

Horas após a postagem de Lira, um ato da Mesa Diretora da Câmara foi publicado para estabelecer medidas que evitem a propagação do vírus nas dependências da Casa. “Considerando o recrudescimento da pandemia do coronavírus e os seus efeitos, uma parcela dos servidores desenvolverá as suas atividades prioritariamente em trabalho remoto, em caráter temporário, enquanto outros permanecerão na forma presencial, quando a presença for imprescindível ao funcionamento da Casa”, justificam os membros da direção da Câmara.

Após quase um ano e meio de trabalho remoto, os deputados voltaram ao modelo presencial em outubro. Com a decisão, eles precisavam registrar presença em pontos da Câmara, mas seguiram participando de votações por meio do aplicativo. Apenas gestantes e parlamentares com comorbidades não precisavam comparecer.

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