COB acusa governo Lula de querer impor suas vontades ao esporte brasileiro

Depois de participar de uma reunião nesta quarta a convite do Ministério do Esporte para tratar do decreto que irá regulamentar a nova lei geral do setor, sancionada por Lula em junho, com vetos, o Comitê Olímpico do Brasil divulgou uma nota na qual acusa o governo de querer intervir nas atividades das entidades esportivas e “impor suas vontades de forma unilateral ao esporte brasileiro”, revela a coluna Radar Online da Veja.com.
A entidade informou que enviou à pasta suas propostas de aprimoramento do decreto e “se pôs à disposição do governo para prosseguir com o diálogo em prol do aprimoramento institucional”. E destacou que o COB sempre prestou contas ao TCU e ao Conselho Nacional do Esporte dos recursos das loterias, “com contínuas aprovações ao longo dos anos”.
“Desde o início da aplicação dos recursos das loterias, há pouco mais de duas décadas, o Brasil saiu da 56ª posição no quadro geral de medalhas para a 12ª entre os mais de duzentos países que participam dos Jogos Olímpicos de Verão”, diz o comunicado.
O órgão então afirmou que vê com preocupação a iniciativa do governo Lula de “introduzir no universo jurídico mecanismos de intervenção na atividade das entidades esportivas, em especial quando da aplicação dos recursos das loterias”.
“Com os vetos à Lei Geral do Esporte, a criação de um dispositivo por Medida Provisória que permite ao Governo interferir nas atividades do COB e, agora, com a minuta de decreto, fica clara a intenção do Governo de impor suas vontades de forma unilateral ao esporte brasileiro”, afirmou a entidade.
Para concluir, a nota diz que o “COB continuará concentrado em oferecer a melhor estrutura para a preparação de nossos atletas e equipes para os Jogos Pan-americanos Santiago 2023 e para os Jogos Olímpicos Paris 2024, enquanto aguarda uma definição do atual cenário jurídico”.


