Copa do Mundo e Olimpíadas suscitam debate sobre integridade esportiva e a regulamentação do jogo no Brasil
Apesar do Brasil proibir quase todo o tipo de jogo, apostas são um passatempo popular entre os apaixonados fans de futebol que são os brasileiros. Não existe uma estimativa do tamanho do mercado de apostas esportivas ilegais, mas é esperado que durante a Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016 estas atividades aumentem exponencialmente. Neste momento em que o país se prepara para receber os dois maiores eventos esportivos do mundo e, com apostas esportivas ilícitas espalhadas num mercado ilegal e não regulado, crescem as preocupações relacionadas manipulação de resultados e integridade esportiva.
Um mercado de apostas propriamente regulamentado é essencial para apoiar iniciativas relacionadas com integridade esportiva e prevenção da manipulação de resultados. Um bom exemplo é a “Joint Assessment Unit”, uma parceria formada entre os jogos Olímpicos London 2012, o Comitê Olímpico Internacional, a Comissão de Jogo do Reino Unido e os operadores de jogos legais para policiar e proteger a integridade dos Jogos Olímpicos em 2012.
A Associação Europeia de Segurança Esportiva (ESSA-European Sports Security Association), uma entidade do setor criada pelos operadores legais europeus de apostas esportivas, trabalha com as organizações governamentais para identificar e reportar padrões de jogadas suspeitas. “Os corruptos estão de forma geral afastando-se dos bem regulados, vigilantes e operadores de apostas da ESSA, porque sabem que foi criado um sistema de auditoria perfeito”, disse Antonio Costanzo da ESSA numa entrevista recente á TotallyGaming.com.
O presidente da ESSA e diretor da British sportsbook Ladbrokes, Michael O’Kane, será um dos oradores do primeiro Brasilian Gaming Congresso, que será realizado entre os dias 18 e 21 de novembro deste ano no Rio de Janeiro.
No centro da discussão, em muitos dos debates planejados para o Congresso, estão a Integridade esportiva, a segurança dos jogos ou proteção ao consumidor com uma perspectiva internacional quanto a ligação existente entre a regulamentação do jogo e integridade esportiva apresentada por Dale Sheehan, diretor de Treinamento Policial e Capacitação da Interpol; Rhadames Killy, que supervisionou a regulamentação da ARJEL durante a Copa do Mundo da França e Thierry Pujol, Diretor de Segurança e Gestão de Risco, La Française des Jeux e presidente do Comitê de Segurança e Gestão de Risco da Associação Mundial de Loterias (WLA). A perspectiva brasileira será apresentada por Jorge Barbosa Pontes, Gerente de Relações Internacionais e Segurança do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Andre Gelfi, diretor-geral da Codere do Brasil e Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal e as entidades esportivas que vão participar do Congresso.
Andre Gelfi da Codere do Brasil, a empresa que opera apostas hípicas no Brasil e patrocinadores do BgC comentou: “Já é hora que alguns dos mitos ao redor da manipulação de resultados seja abolido do Brasil. Está mais que provado que os operadores licenciados são uma contribuição para prevenir manipulação de resultados, através de controles e monitoramento das apostas. O Congresso Brasileiro de Apostas e Jogos será uma grande oportunidade para demonstrar como a atividade bem regulamentadas pode contribuir para termos eventos esportivos mais justos e transparentes’
O congresso Brasileiro de Jogo será realizado entre os dias 18 e 20 de novembro no Rio de Janeiro. Mais detalhes disponíveis em www.brasiliangamingcongress.com.


