CPI das Pirâmides aprova quebra de sigilo bancário de Tatá Werneck e Cauã Raymond

Blog do Editor I 24.08.23

Por: Magno José

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Alvos da medida, s atores Cauã Reymond e Tatá Werneck participaram de propaganda de cinco anos atrás de empresa investigada por lesar 200 mil pessoas num suposto esquema de pirâmide financeira

A CPI das Pirâmides Financeiras aprovou a quebra de sigilo dos atores Cauã Raymond e Tatá Werneck. A decisão foi tomada durante sessão nesta quarta-feira. Os dois já tinham sido convocados para comparecer à comissão, mas conseguiram um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal que permitiu que não comparecessem.

Os três são investigados por terem atuado em propagandas da empresa Atlas Quantum. O fundador da empresa também teve seu sigilo bancário quebrado pela CPI.

A sessão foi marcada pela discussão entre o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) e o presidente da CPI, Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Braga foi o único integrante da comissão a votar contra a quebra de sigilo bancário dos três.

Durante a discussão, o presidente da CPI, Áureo Ribeiro questionou Braga sobre se ele preferia que a comissão votasse outros requerimentos ou se queria “blindar” apenas aquela votação, o que gerou irritação de Glauber.

— É uma tentativa de intimidação que eu não vou aceitar. Quem conhece a minha história, deputado Glauber, e conhece a sua, deputado Áureo, sabe muito bem quem tem a prática de blindagem e de utilização do espaço parlamentar para ganhos que não sejam políticos. Não me venha com esse tipo de acusação. No meu caso, não vai funcionar. Posso garantir ao senhor. E já faço essa proposta aqui. Que apresenta a quebra do meu sigilo bancário e o senhor faz a mesma coisa com o do senhor. Sabe o que vai acontecer? Eu vou me sustentar e vou continuar aqui de cabeça erguida e o senhor não vai — afirmou Gláuber.

Apesar da postura contrária do deputado do PSOL, a votação foi aprovada pela comissão.

Tatá divulga nota

Em nota divulgada nesta quarta-feira (23), a atriz e apresentadora Tatá Werneck (foto) chamou de “absurda” a decisão da CPI das Pirâmides Financeiras, também chamada de CPI das criptomoedas, de quebrar o seu sigilo bancário e prometeu contestá-la na Justiça.

Na nota assinada pelos advogados Maíra Fernandes, Guilherme Furniel e Ricardo Brajterman, a atriz alega que, na época da campanha publicitária, a empresa era considerada sólida em seu mercado, e ela “jamais poderia prever que a empresa se envolveria em fraudes anos depois”. Argumenta, ainda, que há risco para a publicidade em admitir que artistas sejam punidos por erros futuros de empresas para as quais fizeram propaganda.

“Ela [Tatá] jamais foi sócia, investidora ou participou dos lucros da empresa, motivo pelo qual considera a quebra de sigilo absurda e totalmente descabida para o que se pretende investigar na CPI”, escrevem os advogados, que também prometeram tomar as “medidas judiciais cabíveis”. (O Globo – Dimitrius Dantas – Brasília)

 

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