De genética brasileira, Village King é o herói do GP Carlos Pellegrini

Jockey I 13.12.21

Por: Elaine Silva

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De genética brasileira, Village King é o herói do GP Carlos Pellegrini 1
No festival máximo argentino, duas das quatro provas de G1 foram vencidas por produtos de éguas brasileiras. Na prova clímax, um passeio de Village King

Village King, um filho de Campanologist e Vilard, de criação do Haras Santa Maria de Araras, e propriedade do Haras El Angel de Venécia, treinado por Juan Manuel Etchechoury, e conduzido por Martin Javier Valle, impôs sua enorme categoria, e a nítida preferência pela raia de grama leve, e dominou com absoluta autoridade, o Grande Prêmio Carlos Pellegrini, Grupo 1, disputado no início da noite, no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires, na distância de 2400 metros, na grama. Miriñaque, do Stud Parque Patrícios, montado por Gustavo Calvente, formou a dupla, com Sandino Ruler, responsável pelo ritmo forte da competição, no terceiro lugar, com Juan Carlos Noriega. O cavalo uruguaio, Athelsta, montado por Hector Lazo, foi  o quarto colocado, em grande atuação. Sem dúvida, a melhor de sua campanha.

O ritmo forte da competição proporcionou o excelente tempo de 2m23s42 no percurso nobre da prova. No páreo anterior, já havia caído o recorde dos 2000 metros, através de Didia, ganhadora da Copa de Plata. O favorito Cool City, largou em baliza desfavorável, a 17, e decepcionou ao chegar fora do marcador. A manutenção das pistas portenhas merece todos os elogios. Se a grama de San Isidro estava impecável, o mesmo se pode dizer das raias de Palermo, nos dias anteriores. Os tempos de todos os páreos foram bem acima da média. É claro que a qualidade das provas influenciou. Porém é inegável as boas condições da pista para os puros-sangues competirem.

A tarde festiva no prado de San Isidro recebeu ótimo público. O brasileiro, Jorge Ricardo, recordista mundial de vitórias, recebeu linda homenagem dos dirigentes argentinos. Pouco antes da largada da prova central, perto da banda do exército, responsável por executar o hino da Argentina, Ricardinho cumprimentou todos os 19 jóqueis concorrentes à prova central, que estavam perfilados em cima de um palanque. Desejou sorte ao compatriota, Francisco Leandro, e o abraço mais demorado foi dado em Juan Carlos Noriega, que montou com ele durante muitos anos. O locutor oficial explicou que Ricardinho fez questão de vir a Buenos Aires se despedir do público argentino, antes de voltar ao Brasil para seguir a competindo. Depois, ele fez retrospecto suscinto da carreira vitoriosa do brasileiro e proferiu rasgados elogios a sua disciplina, talento e dedicação, diante de aplausos demorados das arquibancadas lotadas. (Raia Leve – Paulo Gama)

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