De MVP a força de mercado: a plataforma para apostas esportivas da SOFTSWISS completa cinco anos

Apostas I 05.12.25

Por: Magno José

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De MVP a força de mercado: a plataforma para apostas esportivas da SOFTSWISS completa cinco anos
Em entrevista, Alexander Kamenetskyi, Líder da Plataforma para Apostas Esportivas da SOFTSWISS registra a evolução da plataforma ao longo dos anos através de solução tecnológica sólida e totalmente preparada para escalar

Conversamos com Alexander Kamenetskyi, Líder da Plataforma para Apostas Esportivas da SOFTSWISS, sobre a trajetória de cinco anos do produto, os principais insights do Relatório 2026 Tendências de iGaming e como os operadores podem aproveitar a Copa do Mundo de Futebol, que começa em junho de 2026.

Alexander, a Plataforma para Apostas Esportivas da SOFTSWISS (Sportsbook) está comemorando seu quinto aniversário. Ao olhar para 2020, quando tudo começou, o que mais chama sua atenção?

Quando lançamos em 2020, a Plataforma para Apostas Esportivas era praticamente um MVP. Mas desde o início nós a víamos como parte de um ecossistema maior da SOFTSWISS que estávamos construindo. E logo percebemos que apenas tecnologia não seria suficiente. Precisávamos da equipe certa por trás. Essa compreensão definiu tudo o que veio depois. Era um único projeto, uma equipe pequena e um conjunto muito básico de funcionalidades — o suficiente para testar a ideia.

Nosso objetivo não era competir com os grandes players. Queríamos provar que era possível criar uma plataforma de apostas esportivas que conversasse com a infraestrutura de cassino do jeito que os operadores realmente precisam, e não do jeito imposto pelos sistemas legados.

Identificamos claros pontos de dor dos operadores: excesso de trabalho manual e muitas operações rotineiras. Já naquela época sabíamos que, sem automação, o produto não teria futuro. Se o operador precisa ajustar odds, limites, ofertas, VIPs e verificações de risco manualmente, o negócio simplesmente não escala.

Desde então, fizemos o ciclo completo: do “vamos ver se funciona” a um produto maduro, com arquitetura própria e processos estabelecidos. Lançamos um CMS completo, ampliamos esportes e mercados, introduzimos aplicativos móveis e conquistamos mais de 30 clientes globalmente. Mas o mais importante é fazer parte do ecossistema da SOFTSWISS como um todo. Hoje, a nossa Plataforma para Apostas Esportivas se integra a outros produtos da SOFTSWISS, como o Agregador de Jogos e o Agregador de Jackpot.

Mas não é só sobre funcionalidades; é sobre as pessoas. Construímos uma camada operacional completa: gerentes de conta, gerentes técnicos de conta e especialistas de risco, garantindo que nossos parceiros não fiquem sozinhos em uma vertical tão complexa quanto a de apostas esportivas.

Hoje, a Plataforma para Apostas Esportivas é uma peça estável do ecossistema SOFTSWISS, gerando receita real e pronta para escalar ainda mais.

Como o mercado de apostas mudou nesses cinco anos? O que você enxerga agora em comparação com 2020?

É importante lembrar que 2020 foi marcado pela pandemia da COVID-19. A indústria inteira estava em dúvida — eventos esportivos suspensos e nenhuma previsão de retorno. Muitas empresas congelaram seus planos porque o próprio setor parecia instável.

Nós tomamos outro caminho e continuamos focados no desenvolvimento da Plataforma para Apostas Esportivas apesar da incerteza. E, olhando agora, foi a decisão certa.

Deixando a pandemia de lado, a maior diferença é a maturidade. Cinco anos atrás, o mercado ainda tinha um pouco daquela energia de “caos de start-up”. Hoje tudo está mais estruturado. A regulamentação está mais profunda e rígida na maioria das regiões. Se você consegue operar de forma transparente, já sai na frente.

Outra mudança importante é o custo de aquisição, que aumentou muito. O desafio não é mais “Como atrair jogadores?”, e sim “Como reter? Como extrair valor dos jogadores que já temos?”. Essa transição — de aquisição para retenção — define o mercado atual.

Do ponto de vista do operador, quais são os principais desafios que você ouve hoje?

A maioria dos operadores diz a mesma coisa: o tráfego chega, mas converte menos do que antes. Jogadores entram, mas não permanecem o suficiente ou o custo para trazê-los é muito alto. Naturalmente, surgem pedidos por ferramentas que ajudem a converter melhor e manter esses jogadores engajados por mais tempo.

Outro ponto é a carga operacional. Operar uma plataforma de apostas esportivas exige gestão de linhas, risco, bônus, VIPs, suporte. Isso preocupa muitas marcas que são predominantemente de cassino e não têm recursos para tudo isso internamente.

O terceiro problema é a falta de tempo e expertise. Operadores querem uma plataforma de apostas esportivas, mas não querem ter que desenhar lógica de bônus ou segmentação de apostadores.

É aí que entra nossa abordagem. Não entregamos um blueprint e dizemos “Boa sorte”. Assim que o projeto sai da equipe de Desenvolvimento de Negócios (BizDev), nossos Gerentes de Conta de Negócios (BAMs) e Gerentes de Conta Técnica (TAMs) assumem imediatamente. Eles conduzem o parceiro pelos próximos passos e assumem a responsabilidade pela evolução do projeto desde aquele ponto.

Os BAMs apoiam com promoções, calendário esportivo, lógica de odds e fluxos de retenção. Os TAMs garantem estabilidade, cuidam de integrações e orientam em todos os detalhes técnicos. Nosso time de risco monitora padrões, limites, comportamento suspeito, VIPs. Tudo o que normalmente exigiria um departamento interno.

Para nossos parceiros, não somos apenas um fornecedor. Somos praticamente uma extensão da equipe esportiva deles.

Retenção é um assunto recorrente na indústria. O que retenção realmente significa para uma plataforma de apostas esportivas?

Retenção não é um slogan — é um sistema. E, para funcionar, ele precisa de boas mecânicas de bônus, bons dados e pessoas capazes de unir essas duas coisas. Para nós, isso é uma área estratégica e uma vantagem competitiva clara. Por isso criamos o nosso Time de Retenção.

Eles sentam com os operadores, modelam a matemática, desenham campanhas e garantem que um bônus faça sentido financeiramente. Você ficaria surpreso com quantas equipes experientes têm dificuldade em calcular a rentabilidade de bônus. Nós eliminamos essa lacuna.

Por exemplo, desenvolvemos mecânicas de bônus e gamificação que realmente impulsionam engajamento: Hunting Bonus, Hunting Tournaments, Lootbox. Elas criam uma dinâmica em que o jogador interage com a plataforma com frequência. O Network Jackpot é outro exemplo forte — gera engajamento emocional porque o jogador sente que faz parte de um grande prêmio compartilhado que cresce continuamente.

Também olhamos com cuidado para o comportamento do “jogador médio”. É preciso equilíbrio porque apostadores ocasionais e VIPs se comportam de forma muito diferente. Não dá para oferecer a mesma recompensa para todos. Nosso sistema permite identificar em que nível o jogador está e ajustar os bônus automaticamente para que cada um receba algo que pareça justo. Esse é um dos motivos pelos quais o valor médio do jogador e o tamanho médio das apostas aumentam de forma consistente para operadores que usam nossos recursos por completo.

O Relatório 2026 Tendências de iGaming fala sobre microapostas e a convergência entre cassino e apostas esportivas. Como essas microtendências impactam os operadores?

As microapostas refletem exatamente como as pessoas consomem conteúdo hoje. O mundo é rápido, a atenção é curta e os jogadores querem decisões em tempo real. Em vez de esperar 90 minutos para ver o resultado de uma partida, eles querem prever o próximo escanteio, o próximo saque. Com dados confiáveis e uma plataforma ágil, o resultado é uma experiência altamente envolvente.

A relação entre cassino e apostas esportivas também vem se intensificando. Cada vez mais cassinos adicionam esportes como uma segunda vertical, e não como um complemento. Os dados mostram que jogadores que usam ambas as verticais têm muito mais valor do que aqueles que ficam apenas em uma delas. O desafio é tornar essa transição natural — jogadores de cassino estão acostumados a resultados instantâneos, enquanto esportes possuem outro ritmo. Mercados simples e pré-jogo são uma boa porta de entrada.

Da nossa parte, estamos construindo produto e UX para acompanhar essa tendência naturalmente. Investimos muito em comportamento focado em dispositivos móveis. Nosso aplicativo cumpre um papel essencial nisso. E nosso CMS flexível permite que operadores promovam microeventos ou blocos educativos para novos apostadores.

E estamos preparando algo especial para a Copa do Mundo, diretamente alinhado com essa dinâmica rápida, “estilo TikTok”. Mas ainda não posso revelar detalhes.

Falando na Copa do Mundo, que chega em junho de 2026, quanto tempo os operadores têm para se preparar?

Se não começarem hoje, dificilmente fará sentido, porque uma Copa do Mundo não é apenas um torneio; é um ciclo de negócio completo. Se você inicia o planejamento em maio, já está atrasado.

Mesmo com nossa configuração rápida — às vezes lançamos um projeto em poucas semanas — a realidade é mais complexa. Operadores precisam de tempo para design de UI, validações de pagamento, planejamento de bônus e aprovações internas. E, se a base for majoritariamente de cassino, esse tempo é ainda maior. Os jogadores precisam experimentar mercados pequenos, se acostumar com odds e criar hábitos.

Campanhas também exigem preparação. Tudo o que envolve jackpots, concursos de previsão, bônus especiais ou formatos interativos precisa de planejamento. Não dá para montar em uma semana e esperar bons resultados. Quanto mais cedo os operadores começarem, mais preparados estarão os jogadores quando a Copa começar.

Agora que a Plataforma para Apostas Esportivas completa cinco anos, qual é o próximo passo para o produto?

Estamos trabalhando em melhorias que os jogadores talvez não vejam diretamente, mas certamente sentirão. Por exemplo, estamos reestruturando nossa arquitetura de produto. Isso permitirá lançar recursos de forma mais rápida e eficiente conforme o mercado for exigindo novidades. Também nos ajuda a lidar com grandes picos de tráfego durante torneios importantes.

Estamos aprimorando nossas APIs e lançando ferramentas para tornar integrações ainda mais simples e rápidas.

No lado de funcionalidades, estamos expandindo o sistema de bônus, avançando com gamificação e adicionando novos conteúdos. Esportes virtuais serão lançados em breve — uma solução excelente para períodos de baixa atividade e para jogadores que preferem experiências visuais.

E claro, seguimos trabalhando com IA. Não como um termo da moda, mas como um modo real de aprimorar gestão de risco, personalização de interface e lógica de retenção. A indústria está entrando em uma fase em que a IA se torna parte essencial da infraestrutura.

Para finalizar: qual seria o seu conselho para operadores que pensam em lançar ou migrar sua plataforma de apostas esportivas?

Eu diria: não encare a plataforma de apostas esportivas como um complemento rápido. É um investimento de longo prazo, que deve sustentar o negócio por muitos anos.

Preste atenção especial à forma como o possível fornecedor trabalha com retenção e ao nível de suporte operacional que oferece. Verifique se o stack tecnológico realmente acompanha seus planos. Não apenas os atuais, mas também os que surgirem com expansão para outros mercados.

Da nossa parte, garantimos uma solução tecnológica sólida e totalmente preparada para escalar. Nos últimos cinco anos, a Plataforma para Apostas Esportivas se tornou um sistema completo, com tecnologia própria, processos estabelecidos e equipes dedicadas que sabem transformar tudo isso em valor real para nossos parceiros.

Agora o objetivo é simples: escalar mais rápido do que o mercado consegue mudar.

 

 

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