Jockey Club de SP aprova parceria com BTG Pactual para injetar R$ 250 mi

Jockey I 20.08.26

Por: Magno José

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Carlos Lavor e Ricardinho montam nesta sexta–feira no Hipódromo de Cidade Jardim
Parceria foi ratificada por assembleia do hipódromo, em recuperação judicial desde 2025, aprovou acordo por 115 votos a 1; dívida total da instituição soma R$ 659 milhões (Fotos: JCSP)

Com 115 votos favoráveis em uma assembleia de 117 participantes, o Jockey Club de São Paulo ratificou nesta quarta-feira (19/8) uma parceria estratégica com o Banco BTG Pactual que pode injetar R$ 250 milhões no hipódromo mais famoso do país. A quase unanimidade do resultado traduziu, em números, a urgência de uma instituição em recuperação judicial desde setembro de 2025.

A Assembleia Geral Extraordinária foi realizada no Salão Luiz Nazareno, na tribuna social do Hipódromo de Cidade Jardim, com votação presencial e nominal. Dos 117 associados que compareceram, 115 aprovaram a parceria com o BTG Pactual; apenas um voto foi contrário e outro em branco. Nenhum voto foi anulado.

A proposta do BTG Pactual

O aporte estudado pelo banco é de cerca de R$ 250 milhões para a modernização do Hipódromo de Cidade Jardim, localizado em um terreno de 619 mil m² na zona sul da capital paulista. A negociação foi revelada pelo Painel S.A., da Folha de S.Paulo, antes da assembleia. O BTG Pactual, consultado à época, afirmou que não comentaria o tema; fontes de mercado, porém, indicavam que o interesse do banco pela área não era novo, dado o valor estratégico do terreno em uma das regiões mais valorizadas de São Paulo.

A relação entre o banco e o clube já havia se materializado de outra forma em 2026; em maio, o BTG Pactual foi patrocinador do Grande Prêmio São Paulo, a principal prova do calendário turfístico nacional, realizada no próprio hipódromo.

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Dívidas que tornaram a parceria urgente

O cenário financeiro do Jockey Club explica a adesão quase unânime à proposta. O passivo da instituição soma cerca de R$ 19 milhões em dívidas no âmbito do processo de recuperação judicial. A esse valor se acrescenta um débito fiscal de aproximadamente R$ 640 milhões em tributos municipais, estaduais e federais, elevando o total do endividamento para a casa dos R$ 659 milhões.

As dificuldades foram agravadas pela pandemia de Covid-19 e por legislações municipais que restringiram apostas com uso de animais. Em setembro de 2025, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da instituição. Antes da assembleia desta quarta-feira, a situação já havia chegado a um ponto concreto de pressão; a Prefeitura de São Paulo obteve autorização judicial para penhorar R$ 300 mil que o clube receberia como última parcela pelo aluguel de suas instalações para o Latin America Open, torneio realizado em maio de 2026.

A aprovação da parceria encerra a fase de deliberação interna. O que ainda não está definido é a forma final dos contratos e o cronograma de execução das obras de modernização do hipódromo.

 

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