Jogos do Brasileirão serão palco de manifesto de bets contra Medida Provisória que proíbe mercado de apostas

As bets legalizadas farão uma manifestação conjunta nos jogos do Brasileirão para transmitir mensagens sobre as consequências da proibição das apostas no país. Nas partidas desta sexta-feira (2) e sábado (3), empresas associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) vão ceder espaço nas placas ao redor do campo para exibir as frases.
A ação acontece em função da Medida Provisória 1.394/2026, editada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que bane as bets legalizadas do país, e faz referência ao manifesto divulgado no 25 de setembro, com o lema “Proibir não é Proteger”, que defende que a proibição não acaba com as apostas no país, mas sim com a proteção de quem aposta.
As placas exibirão as seguintes frases:
⇒ Proibir não é proteger
⇒ A proibição não acaba com as apostas
⇒ Acaba com a proteção de quem aposta.
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As mensagens serão exibidas durante as partidas entre São Paulo e Santos, nesta sexta, e Atlético-MG e Bragantino, no sábado. Os clubes estão entre os vários impactados pela decisão do governo federal. A Medida Provisória afeta não só os compromissos já firmados, mas também o planejamento das próximas temporadas, a negociação e renovação de patrocínios e a previsibilidade de investimentos no esporte.
“Para ANJL e o IBJR, a manutenção de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica, é fundamental para que clubes, empresas e demais agentes da cadeia esportiva possam planejar seus investimentos de longo prazo”, disse Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.
Carlos Lima, presidente do IBJR, destaca que a discussão também envolve a previsibilidade de um mercado estruturado a partir de autorizações concedidas pelo próprio Estado.
“Para as entidades, eventuais mudanças devem considerar os efeitos sobre essa cadeia e preservar a segurança jurídica necessária para que empresas, clubes e demais parceiros possam planejar investimentos e cumprir compromissos assumidos”, afirmou Lima.

Sobre o manifesto
Assinado por ANJL e IBJR ao lado das operadoras licenciadas do Brasil, o manifesto defende que a proibição não acaba com as apostas no país, mas acaba com a proteção de quem aposta.
Segundo o Ministério da Fazenda, 31 milhões de pessoas estavam ativas nas plataformas legalizadas e a grande maioria apostava de forma recreativa e responsável. Desde a edição da MP, na última sexta-feira, o mercado ilegal tomou conta do Brasil. O manifesto, portanto, reforça o alerta de que as apostas devem ser legalizadas, pelo bem não só de quem aposta, mas de toda a sociedade brasileira.
O documento também alerta para o avanço do mercado clandestino, explorado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais contra a população mais vulnerável. Segundo dados da Legitbet, plataforma oficial de monitoramento da ANJL, entre os dias 22 e 28 de setembro 6.401 novos sites de apostas ilegais foram confirmados, além de 811 links para essas plataformas foram identificados nos canais monitorados.
Antes da proibição, o mercado ilegal já respondia por 41% do volume apostado no país, e as entidades projetam que esse número chegue a 100%. A consultoria LCA estima que até R$73 bilhões em arrecadação estariam em risco entre 2027 e 2030, caso toda a demanda migre para operadores ilegais.
ANJL e IBJR reforçam sua preocupação com o endividamento das famílias e com o jogo problemático. Para as entidades, quem tem as melhores condições de enfrentar o problema é um mercado altamente regulado. Por isso, se colocam à disposição para discutir limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas de publicidade, cuidado com a saúde mental e mais rigor no combate aos sites ilegais, medidas que não podem ser exigidas de quem opera na clandestinidade. Para elas, proibir não protege o apostador: apenas o empurra para ambientes sem fiscalização.
Sobre a ANJL
Lançada em março de 2023, a Associação Nacional de Jogos e Loterias defende os interesses de seus associados, do setor e do jogo responsável e íntegro, sempre pautados pelo incentivo ao esporte, pela segurança das apostas e pela contribuição ao desenvolvimento econômico do país.
Entre os associados estão: Aposta Ganha Loterias, Fast Gaming, OiG Gaming Brazil, Ana Gaming Brasil, Esportes Gaming Brasil, SPRBT Interactive Brasil, Defy, LBBR Aposta de Quota Fixa, Lucky Gaming, Reals Brasil, Gamewiz Brasil, BETBR Loterias, Versus Brasil, SorteNaBet Gaming Brasil, Blow Marketplace, Sistema Lotérico de Pernambuco, Vanguard Entretenimento Brasil, Hiper Bet Tecnologia, Pocket Games, ODDSGATE Brasil, Upbet Brasil, EB Intermediações e Big Brazil Tecnologia e Loteria, EBAC, TaDa Gaming, BB Gaming Legitimuz Tecnologia e JogaJunto.
Sobre o IBJR
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) foi fundado em 2023 e reúne empresas de apostas do Brasil e do mundo. Sua missão é construir um ecossistema de apostas online íntegro, sustentável e responsável, sempre defendendo um mercado regulado.
A atuação da entidade se baseia em dois pilares essenciais: o combate ao mercado clandestino e a promoção do jogo responsável. Acreditamos que uma regulamentação eficiente é fundamental para impulsionar o setor, fortalecer a economia e garantir segurança tanto para apostadores quanto para operadores. Por isso, trabalhamos ativamente para enfrentar as bets clandestinas, que operam à margem da lei, prejudicam a indústria e colocam em risco toda a sociedade.
O IBJR tem entre seus membros as seguintes operadoras: A2FBR, bet365, BandBet, BetBoom, BetMGM, Betsson Group, Digiplus (BingoPlus) Entain (Sportingbet e Betboo), Flutter Brazil (Betfair e BetNacional), Kaizen Gaming (Betano), KTO Group, Novibet, Skill on Net (Bacana Play e PlayUzu) e Todos Querem Jogar (Bet do Milhão) e as associadas: Better Collective, Clever Advertising, OKTO e ÚNICO.


