Kalshi bane George Santos por fraude em apostas em plataforma de previsões

A plataforma de mercado de previsões Kalshi baniu permanentemente o ex-deputado americano George Santos, filho de imigrantes brasileiros, por suspeita de fraude em apostas. A expulsão definitiva é a primeira aplicada pela empresa a qualquer usuário.
Segundo o G1 Mundo, Santos já havia sido multado e proibido temporariamente de usar o serviço após uma investigação regulatória. O caso ganhou repercussão por envolver um político que se declarou culpado em processo de corrupção na Justiça americana em 19 de agosto de 2024.
Aposta antes do discurso de Trump
A investigação da Kalshi se concentrou em operações realizadas por Santos antes do discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União, em terça-feira (24/2). O ex-deputado havia afirmado repetidamente que estaria presente no evento. Na véspera, a plataforma estimava em quase 75% a probabilidade de sua presença.
Poucos minutos após o início do discurso, Santos publicou no X que havia sido retido no aeroporto e não compareceria ao evento. A publicação gerou acusações nas redes sociais de que ele teria apostado contra a própria presença para lucrar com a informação.
A Kalshi comunicou as operações à CFTC, órgão regulador americano responsável pela supervisão dos mercados de derivativos. A agência vinha intensificando a fiscalização sobre possíveis casos de uso de informação privilegiada nesse tipo de plataforma.
Negativa e repercussão
Santos negou ter conhecimento da investigação. Em entrevista à NPR, se recusou a confirmar ou negar que tivesse uma conta na Kalshi. “Não estou dizendo que sim, nem dizendo que não”, afirmou.
Em março, o ex-deputado abordou o episódio em seu podcast. Disse que algumas pessoas haviam perdido dinheiro com as apostas e que o caso mostraria como os mercados de previsões podem ser “frágeis”.
O banimento ocorre em um contexto de crescente pressão regulatória sobre plataformas como Kalshi e Polymarket. Legisladores americanos têm exigido que as empresas adotem medidas contra operações baseadas em informações privilegiadas. As duas plataformas afirmam que comunicam negociações suspeitas às autoridades competentes.


