Liberação dos cassinos é analisada por grupo na Câmara dos Deputados

Reportagem da TV Canção Nova, rede de televisão brasileira pertencente à comunidade católica, veiculou reportagem sobre a legalização dos jogos de azar.
“A discussão sobre a liberação dos cassinos no Brasil tem sido feita por um grupo de trabalho na Câmara dos Deputados. Alguns parlamentares são contra a legalização das apostas. Enquanto isso, empresários do setor de turismo defendem que o tema avance no Congresso Nacional e seja aprovado”, informa chamada da reportagem.
Segundo a reportagem, o Marco Regulatório dos Jogos no Brasil é um projeto que tramita há 30 anos na Câmara dos Deputados. Grandes nomes da política já expressam o seu apoio à liberação de jogos e cassinos no país, justificando que a modalidade pode trazer o ‘vigor’ econômico que o país precisa.
O coordenador do Grupo de Trabalho, Deputado Bacelar (Pode-BA) criado pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) para aperfeiçoar o substitutivo ao PL 442/91, que cria o Marco Regulatório dos Jogos defendeu a legalização dos jogos para proteger o cidadão.
“Sem a legalização dos jogos, o nosso cidadão que prática a modalidade não tem nenhuma proteção. Não existindo qualquer fiscalização ou acompanhamento do estado”, sugeriu.
O presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL, Magnho José informa que 30 milhões de brasileiros fazem diariamente apostas em jogos ilegais, demonstrando o potencial da atividade e os riscos de os jogos continuarem sem uma regulamentação adequada, além do país deixar de arrecadar bilhões por ano pela falta de legalização e regulamentação dos jogos e apostas.
“O cenário proibitivo não mudou ou alterou a questão dos jogos no Brasil, que atualmente movimenta cerca de R$ 27 bilhões por ano. É necessário que estado reconheça o fracasso desse modelo proibitivo e permita que o congresso avance na legalização dos jogos”, sugeriu Magnho José.
A reportagem da TV Canção Nova também entrevista o representante do Movimento Brasil sem Azar, que se coloca contrário a legalização dos jogos com os argumentos equivocados como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de receita, prostituição, corrupção e crime do colarinho branco, além da patologia.
O curioso é que os contrários acreditam fielmente que no país não tem nenhuma operação de jogo ilegal e que os jogos vão começar no Brasil a partir da legalização e regulamentação pelo Congresso Nacional.


