Líder do governo na Câmara revela que a legalização dos jogos não é pauta do governo

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) defende que o episódio das enchentes na Bahia e a alta da arrecadação mostram que Brasil precisa repensar o teto de gastos.
Ricardo Barros recebeu o Valor em seu gabinete em Brasília na quarta-feira (29) para uma entrevista. A Câmara já estava esvaziada pelas festas de fim de ano, mas o líder foi à capital para se reunir com ministros e assessores com o objetivo de viabilizar a liberação de recursos pendentes para os parlamentares da base aliada.
O líder do governo revelou que para 2022, não se deve esperar nenhuma grande reforma e comentou sobre a posição do governo sobre a votação do mérito do PL 442/91, que cria o Marco Regulatório dos jogos.
Valor: A regulamentação dos jogos de azar será prioridade?
Barros: O presidente [da Câmara, Arthur Lira, do PP-AL] diz que vai votar. Também não é pauta do governo, não sabemos ainda qual vai ser a posição do Executivo. Em princípio, o governo é contra. Vamos ver se muda.
Durante a votação pelo plenário da Câmara do requerimento de urgência para votar o PL 442/91, que cria o Marco Regulatório dos Jogos no Brasil em dezembro do ano passado, o líder do governo, deputado Ricardo Barros, orientou favorável à aprovação do requerimento de urgência ao PL 442/91, mesmo sabendo que o presidente Jair Bolsonaro manifestou-se contrário a legalização dos jogos. Mas se o governo fosse realmente contra a orientação do líder teria sido outra.


