Mega da virada 2025: um prêmio, muitos destinos

A última reportagem da série especial do CAIXA Notícias sobre sonhos transformadores com o prêmio da Mega da Virada 2025 traz a história da paraibana, Maria do Socorro.
Sem pensar muito nas cifras, mas focando na possibilidade de melhorar a realidade de pessoas queridas, uma mulher movida por empatia separa itens recolhidos para doação, enquanto imagina como seria ganhar na Mega-Sena da Virada em 2025. Se levasse o prêmio, Maria do Socorro, de 58 anos, mudaria a sorte das famílias que acompanha, moradoras da maior favela do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Sol Nascente, no Distrito Federal.
Essa mulher abnegada e cheia de generosidade, nascida no estado da Paraíba, percorreu, ainda na infância, 1.990 quilômetros com a mãe e os quatro irmãos em um único banco de ônibus. A viagem difícil tinha o propósito de encontrar uma vida melhor na nova capital do Brasil. Diante de tantos desafios para se estruturar em um ambiente diferente, foi em Ceilândia (DF) que a família conseguiu estabelecer seu lar.
Socorro lembra que o início da vida na nova cidade foi marcado por muitas faltas. Dependentes de doações, por muitas vezes ela e os irmãos não tinham o que comer. Aos 10 anos de idade, sua mãe foi trabalhar como empregada doméstica de uma família abastada do Lago Sul, bairro nobre da capital federal, e a levou para ser babá das crianças de lá, com a tentativa de aumentar o sustento.
Foi por meio do trabalho de cuidadora de crianças e lares que Socorro estruturou sua vida. Já adulta, casou-se e criou dois filhos. Em meio aos desafios do cotidiano, caminhar com sua mãe lhe proporcionava felicidade, pois a inspirava a ter amor pelo próximo, agir com empatia e não focar nos momentos difíceis, mas praticar a caridade para encontrar motivação para viver. “Minha mãe sempre trabalhou muito e cuidou da gente. Tínhamos pouco, mas ela ainda assim ajudava quem precisava”, emociona-se.
Aos 36 anos de idade Socorro perdeu sua mentora e grande inspiração, aquela a quem denomina de seu grande amor. Após experimentar um luto profundo pela partida de sua mãe, Socorro decidiu continuar o legado da solidariedade para superar a dor e manter viva a memória do que mais admirava nela. Dessa vez, resolveu se dedicar com mais afinco ao cuidado do próximo, e visitou o lar dos idosos, orfanatos e casas de recuperação para se tornar voluntária.
Mas foi numa noite chuvosa, durante um passeio de carro com o marido, que Socorro entendeu o seu chamado. “Quando passamos na frente do hospital de Ceilândia e eu vi um pai com o neném no colo, passando frio, falei para o Edmar parar o carro na hora. Ele não entendeu nada, perguntou o que eu ia fazer e eu falei: ‘vou fazer o que eu vi a minha mãe fazer; vou tirar a roupa do meu corpo e vou repartir com o próximo'”, recorda.
A partir desse dia, Socorro se tornou uma ponte para levar ajuda a quem está desamparado. Por onde passa, mantém seu olhar atento, estando sempre pronta para estender a mão. “Eu saio procurando as pessoas que necessitam. Vou lá no Sol Nascente, na Rua dos Caminhoneiros, vou conhecendo as famílias e ajudando”, detalha.
O coração generoso de Socorro é contagiante. Por meio de mensagens nos grupos do condomínio onde mora, ela mobiliza os vizinhos para arrecadar doações. “Eu falei que precisava de uma cesta básica para uma mulher que conheci na terapia, a Lúcia, e, na mesma semana, um vizinho bombeiro juntou com o quartel e fez uma doação enorme”, orgulha-se em contar.

Lúcia Regina luta contra a hanseníase, doença popularmente conhecida como lepra. Graças ao Sistema Único de Saúde (SUS) está tratando de forma correta, mas os sintomas a fizeram deixar de trabalhar e isso impactou na sua saúde emocional. Semanalmente, ela faz terapia comunitária no Centro Cultural de Samambaia, em Brasília (DF), local onde conheceu Socorro – o que, segundo ela, é um encontro divino. “Foi Deus, porque naquele dia eu nem pedi e ela percebeu o que eu precisava”, recorda.
Foi com o porta-malas da Fiorino cheio de roupas, cestas básicas e itens de higiene que Socorro e seu esposo, Edmar, chegaram com as doações na casa de Lúcia e tantas outras pessoas. Ela descreve uma enorme satisfação ao fazer o bem. “Quando eu faço uma entrega, saio tão feliz que parece que estou voando”, declara. E não seria diferente se ela se tornasse milionária da noite para o dia.
Se ganhar na Mega da Virada, Socorro já tem destino certo para o prêmio: levar esperança e acolhimento para quem nunca teve um teto para chamar de seu. “Com certeza faria muito mais do que consigo hoje. Mandava derrubar os barracos e subir um projeto bem bonitinho, para dar uma casa digna para cada uma dessas pessoas”, vislumbra.
E esse plano não é só da boca para fora. Ao imaginar a chance de Socorro ganhar o prêmio da Mega da Virada neste fim de ano, Lúcia confirma as intenções de sua colega caridosa. “Eu tenho certeza que a Socorro daria casa para todo mundo que não tem onde morar”, atesta.
Na última edição, em 2024, o prêmio principal do concurso foi de R$ 635 milhões. Você também pode ser o ganhador do sorteio mais aguardado do ano e seguir o exemplo de Socorro: transformar não só a sua vida, mas também a de muitas outras pessoas.
Apostas encerram no dia 31 de dezembro
As apostas para o maior prêmio da história da Mega da Virada encerram às 20h, do dia 31 de dezembro. Você pode registrar seu palpite nas lotéricas de todo o país, pelo Internet Banking, app Loterias CAIXA ou portal Loterias CAIXA. A aposta simples custa R$ 6. (CAIXA Notícias)


