MPF investiga Davi Brito e influenciadores por divulgação de cassinos ilegais

Blog do Editor I 12.10.26

Por: Magno José

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MPF investiga Davi Brito e influenciadores por divulgação de cassinos ilegais
MPF apura a atuação de Davi Brito, Raquel Brito e Bia Miranda em esquema de divulgação de cassinos ilegais no Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar se os influenciadores Davi Brito, Raquel Brito e Bia Miranda divulgaram cassinos e casas de apostas ilegais em suas contas no Instagram. As suspeitas surgiram após uma Medida Provisória (MP) que proibiu a atuação de casas de apostas on-line no Brasil.

Davi Brito é campeão da 24ª edição do Big Brother Brasil, da Globo. Raquel Brito, sua irmã, participou do reality A Fazenda, da Record. Bia Miranda também é ex-participante de A Fazenda. Os três teriam feito publicações promovendo plataformas irregulares depois da entrada em vigor da MP.

Estratégia para burlar a proibição

Segundo o MPF, a tática usada pelos investigados era postar links de cassinos ilegais nos Stories do Instagram misturados a vídeos do cotidiano, sempre com a alegação de que o conteúdo promovido não era uma bet, mas uma plataforma de adivinhação. Ao acessar o link, porém, o seguidor se deparava com jogos que exigiam apostas em dinheiro para participar.

Em uma das postagens identificadas pela investigação, Davi Brito chamou a bet ilegal de “resenha boa”. Bia Miranda foi ainda mais direta ao divulgar uma página irregular: “Vim mostrar a novidade do momento de novo! Não é bet, não é aposta. Você tem que completar a palavra para ganhar”, disse ela.

A apuração teve origem em denúncias feitas à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) após a circulação de um vídeo do jornalista e influenciador Gabriel Perline, no qual eram mostrados influenciadores burlando a legislação. O MPF também recebeu denúncias envolvendo outros influenciadores de menor alcance que, até setembro de 2026, divulgavam bets legalizadas e podem ter migrado para plataformas ilegais para manter seus ganhos.

Reação de Davi Brito

Após a divulgação das investigações, Davi Brito usou o próprio Instagram para rebater as acusações com indignação. “Gente, quem cala consente, né? Eu não vou me calar porque não estou consentindo nada”, afirmou. O ex-BBB também questionou a investigação: “Estão aqui falando de mim, que estou sendo investigado pelo Ministério Público. Que negócio é esse, rapaz? Pelo amor de Deus, vocês estão ficando loucos, é?”

Ao debater as acusações, ele revelou estar endividado em decorrência dos gastos com o casamento com Emilly Araújo. “Estou devendo, meu nome está no SPC, Serasa. Estou duro! Eu estou duro! Gastei dinheiro no meu casamento. E vocês estão aí a dizer que eu estou sendo investigado? Investigado de quê, se não tem nada na minha conta, meu irmão?”, disse nos Stories. Brito também declarou não pretender se preocupar com o inquérito: “Vão investigar meu nome, é? Meu nome? Vão achar lá meu nome sujo no SPC, no Serasa. Eu não vou nem ligar para esse negócio aí, velho.”

Raquel Brito e Bia Miranda não responderam aos contatos feitos pela reportagem. Apenas Davi Brito chegou a sinalizar que se manifestaria antes da publicação, mas não enviou posição.

Proibição das bets e ação do governo

A MP que proibiu as casas de apostas on-line no Brasil foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que justificou a decisão afirmando que os jogos viciam a população e causam endividamento e problemas de saúde mental. O governo trabalhou junto à Advocacia-Geral da União (AGU) para elaborar um texto que reduzisse ao máximo o risco de judicialização, mas representantes do setor entraram com pedidos no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP. As empresas alegam que a interrupção das atividades foi abrupta, gerando insegurança jurídica, e que pagaram outorgas para operar no país por cinco anos, prazo descumprido pelo governo.

Desde a proibição, o Ministério da Fazenda derrubou mais de 11 mil sites ilegais. Um dos endereços divulgados por Raquel Brito já estava fora do ar na data da apuração.

 

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