O que os EUA e os europeus podem ensinar ao Brasil na relação com as bets? A Duquesa de Tax mostra

Na coluna desta semana, a Duquesa fala sobre a forma como o Brasil vem lidando com essa situação, com um viés mais arrecadatório do que de política pública. (assista aqui)
As empresas de apostas estavam autorizadas a operar no Brasil desde 2018, mas, na prática, sem regulamentação alguma. “O resultado disso foi que o setor cresceu num vácuo regulatório, operando com sede no exterior, sem licença, sem fiscalização e, claro, sem pagar imposto algum aqui no Brasil”, diz a colunista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax.
“Foi só lá no final de 2023 que veio a lei 14.790. A promessa era colocar ordem na casa”, lembra. “Mas a realidade é que a prioridade foi outra. Foi descolar uns trocados.”
Na coluna Não vou passar raiva sozinha desta semana, a Duquesa fala sobre como essa questão vem sendo tratada no Brasil, com o ímpeto arrecadatório se sobrepondo à questão da política pública em relação às apostas (veja a íntegra no vídeo acima).
Ela lembra que, “enquanto o Estado arrecada, aumentam os casos de endividamento entre os jovens, as histórias de gente que perde tudo em apostas, e o País transfere bilhões de reais para empresas privadas, muitas vezes estrangeiras, que prestam esse serviço com altíssimo potencial destrutivo sem nenhuma contrapartida social”.
Na coluna desta segunda-feira, a Duquesa fala como o tema é tratado nos Estados Unidos e em países europeus como a Inglaterra, a França e a Alemanha, e que lições o Brasil pode tirar desse quadro. Segundo ela, se o Brasil continuar tratando as bets como jogada fiscal e arrecadatória, o Brasil vai virar um cassino mesmo. “E o apostador será o único que vai perder sempre.”
Programa
Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.
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