Pesquisa mostra que 77% dos apostadores usaram plataformas ilegais e reforça alerta sobre bets clandestinas

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada na terça-feira (11) pelo jornal O Globo, acendeu um novo alerta para o setor regulado de apostas no Brasil: três em cada quatro usuários de bets (77%) admitiram ter utilizado plataformas com ao menos uma prática irregular nos últimos três meses, e metade dos apostadores brasileiros é classificada como “apostador ilegal”, por apostar em sites sem o domínio “bet.br” ou utilizando cartão de crédito e criptoativos, entre outros. Para a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), os números são alarmantes e confirmam que os sites ilegais representam um risco concreto e crescente para os consumidores brasileiros e que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) precisa ter regras mais claras que protejam os operadores regulares.
A ANJL ressalta que os dados levantados escancararam a dimensão do problema e reforçam a gravidade das consequências para quem aposta em plataformas não licenciadas. “Sites ilegais não seguem nenhuma das regras de jogo responsável estabelecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, deixando os apostadores completamente desprotegidos. Essas plataformas permitem, por exemplo, o uso de cartão de crédito, empurrando os usuários para o superendividamento, e operam com criptoativos, dificultando a rastreabilidade dos recursos e favorecendo a lavagem de dinheiro”, destaca o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge.
A associação defende que esse reconhecimento popular precisa se traduzir em ação institucional mais vigorosa e coordenada. Até julho, mais de 54 mil sites irregulares haviam sido derrubados pelo governo federal, mas 63% dos entrevistados ainda acreditam que o Executivo poderia fazer mais. Para a ANJL, o bloqueio de domínios precisa ser acompanhado de medidas como o fortalecimento da fiscalização financeira, a responsabilização de intermediários de pagamento e campanhas de educação do consumidor sobre os riscos das plataformas não autorizadas.
A entidade reforça seu compromisso com a construção de um mercado de apostas seguro, transparente e regulado no Brasil. “Não podemos normalizar um mercado em que metade dos apostadores está exposta a plataformas que operam à margem da lei, sem qualquer proteção ao consumidor. O setor regulado investe em compliance, jogo responsável e segurança justamente para proteger o apostador. E é esse modelo que precisa prevalecer”, afirma Plínio.
Sobre a ANJL
Lançada em março de 2023, a Associação Nacional de Jogos e Loterias defende os interesses de seus associados, do setor e do jogo responsável e íntegro, sempre pautados pelo incentivo ao esporte, pela segurança das apostas e pela contribuição ao desenvolvimento econômico do país. Entre os associados estão: Aposta Ganha Loterias, Fast Gaming, OiG Gaming Brazil, Ana Gaming Brasil, Esportes Gaming Brasil, SPRBT Interactive Brasil, Defy, LBBR Aposta de Quota Fixa, Lucky Gaming, Reals Brasil, Gamewiz Brasil, BETBR Loterias, Versus Brasil, SorteNaBet Gaming Brasil, Blow Marketplace, Sistema Lotérico de Pernambuco, Vanguard Entretenimento Brasil, Hiper Bet Tecnologia, Pocket Games, ODDSGATE Brasil, Upbet Brasil, EB Intermediações e Big Brazil Tecnologia e Loteria e EBAC.


