Relator da CPI do Cachoeira retira Gurgel e jornalistas de relatório final

BNL I 19.12.12

Por: sync

Compartilhe:

Pressionado pela oposição e até por parlamentares governistas, o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), alterou o texto de seu relatório final com a conclusão dos trabalhos da comissão. Da nova versão, apresentada nesta quarta-feira (28), não constam mais os capítulos 6 e 7 com os pedidos de investigação da conduta do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e do pedido de indiciamento de cinco jornalistas e o aprofundamento de investigações sobre outros sete, incluindo o editor do BNL.

Antes de iniciar a leitura do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG) adiantou que já retirou as partes 6 e 7, relativas aos pedidos de indiciamento de cinco jornalistas e de investigação contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

"Do ponto de vista regimental tenho disposição de tirar as partes 6 e 7 do relatório que tratam sobre os jornalistas e o procurador-geral da República. Para além desse tema dependerá da análise do relator […] quero dizer que quem discordar do relatório, tirada essa duas partes, terá que votar contra todo o relatório", afirmou Cunha.

Em defesa de Cunha, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), observou que o relator não havia participado da negociação e que o regimento interno não impunha a votação de destaques.

“O relator não participou da reunião de procedimentos. Criamos um procedimento para essa reunião à medida que o relator entende que a supressão dos capítulos 6 e 7 ele já atende a maioria das manifestações da comissão. Essa posição do relator, contrariando o rito de procedimento acordado, é absolutamente respeitada porque ele não participou da produção deste entendimento. Ele terá todo direito de ler seu relatório da forma que lhe aprouver. E o plenário terá todo direito de se manifestar e votar da forma que lhe aprovar”, disse.

O relator voltou a afirmar que os pedidos de investigação eram questões “não centrais” e que, portanto, poderiam ser excluídas do texto.

“São questões importantes, mas o ponto central de nosso relatório é o núcleo da organização criminosa comandada por Cachoeira”, explicou.

O relator optou por apresentar um resumo de seu texto, visto que o documento original contém mais de 5000 páginas.

Com a apresentação de um pedido de vista coletivo, abriu-se prazo de cinco dias úteis, conforme o Regimento Interno do Senado, para que os parlamentares apresentem voto em separado ou mesmo sugestões para o relator.

Com isso, o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), comunicou que a votação do relatório está marcada para o próximo dia 5 de dezembro, às 10h15, na sala 2 da Ala Alexandre Costa do Senado Federal.

Paybrokers - 728 x 90Paybrokers - 728 x 90 1

Compartilhe: