Rodrigo Pacheco se reunirá com Luís Roberto Barroso na terça para viabilizar piso nacional dos enfermeiros

Destaque I 05.09.22

Por: Magno José

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O ministro Luís Roberto Barroso suspendeu neste domingo (4) o piso nacional da categoria, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma das eventuais saídas para o financiamento da medida seria a aprovação do projeto que trata da legalização dos jogos de azar (Foto: Ascom-STF)

Após se comprometer com a busca de soluções para viabilizar o piso salarial nacional dos enfermeiros, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou uma reunião com o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima terça-feira. O magistrado suspendeu neste domingo (4) o piso nacional da categoria, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), revela o Valor.

Segundo apurou o Valor, Pacheco já marcou um encontro com o ministro da Corte para tentar encontrar soluções para financiar a medida, o que contribuiria para que Barroso recuasse sobre a suspensão.

Uma das eventuais saídas para o financiamento da medida seria a aprovação do projeto que trata da legalização dos jogos de azar e aumentar o percentual destinado a saúde. Essa solução chegou a ser apresentada a Pacheco pela relatora da proposta na Câmara, Carmen Zanotto (Cidadania-SC), enquanto o texto ainda tramitava no Senado.

Fontes relatam que o texto ainda enfrenta muita resistência no Senado e que o ideal seria encontrar outro caminho para conseguir recursos que garantissem o piso salarial dos enfermeiros.

Mais cedo, Pacheco foi às redes para demonstrar estar comprometido na busca de uma alternativa para financiar a medida.

“O piso salarial nacional dos profissionais da enfermagem, criado no Congresso Nacional, é uma medida justa destinada a um grupo de profissionais que se notabilizaram na pandemia e que têm suas remunerações absurdamente subestimadas no Brasil. Em nome do Parlamento, tratarei imediatamente dos caminhos e das soluções para a efetivação do piso perante o STF, já que o tema foi judicializado e houve decisão do eminente Ministro Luís Roberto Barroso”, escreveu Pacheco em sua página oficial no Twitter.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também foi ao Twitter e explicou ser contrário à decisão de Barroso. “Respeito as decisões judiciais, mas não concordo com o mérito em relação ao piso salarial dos enfermeiros. São profissionais que têm direito ao piso e podem contar comigo para continuarmos na luta pela manutenção do que foi decidido em plenário”.

Na mesma rede social, Carmem classificou a determinação de Barroso como “lamentável”. “O piso não é inconstitucional e eu vou continuar lutando até que ele esteja no contracheque dos profissionais. Enfermagem Brasileira conte comigo!”, escreveu a parlamentar catarinense.

 

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