Senado instala Frente Parlamentar Evangélica

O Senado instalou nesta quarta-feira (15) a Frente Parlamentar Evangélica, a ser presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG). O colegiado terá como vice-presidente a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Ao assumir o cargo, Damares Alves disse que a frente parlamentar “não vai fazer oposição ao governo Lula, mas orar pelo governo Lula”, visto que muitos evangélicos “elegeram esse governo”:
“A oposição política vamos fazer no fórum certo. Não vai ser frente de posição ou oposição. Seremos uma frente propositiva, queremos o melhor para essa nação.
Damares Alves destacou ainda que a frente parlamentar pretende ter “como prioridade absoluta a criança, o adolescente e a proteção à mulher”. A senadora também afirmou que a frente parlamentar estará aberta aos demais parlamentares, evangélicos ou não.
No mesmo tom, Carlos Viana reforçou que a frente parlamentar pretende discutir proposições que irão “ajudar o Brasil”.
“Essa não é uma frente de oposição ao governo, essa é uma frente de proposição, de discutirmos aquilo que é importante para todos nós, e de colocarmos para o governo as possibilidades de tornarmos o país cada vez mais justo e respeitoso. Nós não estamos aqui para sermos contra absolutamente nada, a não ser aquilo que nós entendemos que não torna a humanidade melhor”, explicou Viana.
Até o momento, a bancada conta com a participação de 15 senadores. Além de Carlos Viana, Damares Alves e Eliziane Gama, aderiram à frente os senadores Alan Rick (União-AC), Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Girão (Novo-CE), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Jorge Kajuru (PSB-GO), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Marcos do Val (Podemos-ES), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Rogério Marinho (PL-RN), Zequinha Marinho (PL-PA) e a senadora Soraya Thronicke (União-MS).
Presidente da bancada evangélica no Senado diz que jogos de azar estão na mira do grupo
Segundo Viana, a bancada evangélica no Senado terá como um dos principais objetivos barrar a aprovação do projeto de lei que legaliza os jogos de azar no Brasil, como cassinos, bingos, jogo do bicho e jogos on-line.
“O texto passou numa bobeada lá na Câmara, em um daqueles momentos nebulosos. Já está no Senado e, daqui, a gente se levanta para mostrar para a população porque nós não queremos, porque achamos que isso não é interessante para o país e assim a gente consegue barrar e fortalecer os nossos pontos de vista e defesa”, disse.
Para o senador, cassinos potencializam a lavagem de dinheiro, causam o aumento da violência e promovem uma despesa maior de fiscalização da parte do Estado do que os benefícios criados.


