Torcedores do Flamengo xingam Lula após jogo contra Fluminense no Maracanã

Apostas I 12.10.26

Por: Magno José

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Torcedores do Flamengo xingam Lula após jogo contra Fluminense no Maracanã
Grupo exibiu faixa contra proibição de apostas esportivas e criticou governo, Congresso e STF; clubes protestaram nos uniformes. As imagens mostram flamenguistas nas rampas de acesso ao estádio gritando: “Ei, Lula, vai tomar no c*” (Reprodução/X @br_dadepressao)

Torcedores do Flamengo entoaram xingamentos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na saída do Maracanã, no Rio de Janeiro, neste domingo (11/10), após a vitória do clube por 1 a 0 sobre o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. Um vídeo que circula nas redes sociais registra o grupo nas rampas de acesso ao estádio gritando: “Ei, Lula, vai tomar no c*”.

A partida foi marcada por uma série de manifestações políticas. Antes do apito inicial, torcedores rubro-negros exibiram no Setor Norte do estádio uma faixa com críticas ao governo federal durante a entrada das equipes em campo. “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF”, dizia a mensagem, em protesto contra a proibição das apostas esportivas.

Bets e a MP de setembro

O ato foi uma reação à Medida Provisória 1.394 de 2026, assinada por Lula em 25 de setembro. O texto proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. As plataformas deveriam encerrar as atividades a partir de 6 de outubro, após um período de transição.

Clubes e empresas do setor criticam a decisão e alertam para os impactos financeiros no futebol brasileiro, que recebe recursos das bets por meio de contratos de patrocínio. Um dos argumentos é o de que o fim do mercado regulamentado pode favorecer plataformas ilegais. O governo federal justifica a medida com base em saúde pública e proteção financeira das famílias; segundo o Executivo, as apostas online contribuem para o endividamento, podem provocar dependência e estão associadas a problemas como ansiedade e depressão.

Outra faixa circulou durante toda a partida, desta vez associando o presidente à pauta do fim da escala de trabalho 6 x 1, uma das bandeiras eleitorais do PT. “6 X 1? Só neles! Pelo fim da escala 6 X 1”, dizia o texto. A mensagem tinha duplo sentido; também fazia referência à goleada sofrida pelo Vasco para o Flamengo por 6 a 1, em 2 de junho de 2024, no Campeonato Brasileiro, a maior do clube rubro-negro no clássico.

Protesto nos uniformes e no STF

Os jogadores de Flamengo e Fluminense entraram em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada nas camisas, nos espaços normalmente ocupados pelas marcas de suas patrocinadoras principais, Betano e Superbet. Os atletas rubro-negros já haviam utilizado a mesma mensagem na quinta-feira (8/10), no jogo contra o Santos.

O Flamengo foi aceito como amicus curiae em ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal sobre a proibição das bets, por decisão do ministro Luiz Fux. A condição permite à instituição apresentar informações e argumentos ao STF. O Fluminense e outros 15 clubes também solicitaram participação no processo.

 


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