Vecchio avalia como positiva participação no Ice Totally Gaming 2014

Jockey I 13.02.14

Por: sync

Compartilhe:

O presidente do Jockey Club do Rio Grande do Sul, José Vecchio Filho, participou da ICE Totally Gaming 2014 entre os dias 3 e 6 de fevereiro como um dos palestrantes da América do Sul. O ICE 2014 foi realizada num espaço de 55 mil metros quadrados, reuniu mais de 500 expositores de 57 países e é o maior evento mundial de tecnologia sobre o mercado de jogos de entretenimento.

O grande espaço do evento provou bem o que o turfe significa no mercado de US$ 300 bilhões em jogos: apenas três estandes eram destinados ao Esporte dos Reis.

"O turfe teve uma participação quase que insignificante no evento. Mundialmente, a atividade também é pífia quando comparada com outros jogos", lamentou o dirigente gaúcho.

Quando o tema é sobre a participação do Brasil no mercado dos jogos, ai sim que a questão torna-se ainda pior.

"Como o Brasil proíbe o jogo, ficamos à margem deste mercado de US$ 300 bilhões e a primeira questão da plateia para quem palestrei foi sobre o motivo de tal isolamento do país. Fiz um breve panorama dos jogos no país, lembrando da péssima experiência com os bingos, que não  cumpriram com a finalidade de fomentar o esporte olímpico e distorceram a intenção do legislador, que objetivara custear a preparação de atletas olímpicos e paraolímpicos no Brasil, primeiro com a Lei Zico (1993) e depois com a Lei Pelé (1998), cujo capítulo destinado aos bingos fora revogado a partir de 311 12/2001, pela Lei no 9.981, de 2000. Lembrei que no Brasil, a competência para legislar sobre jogos é do Governo Federal e que apenas a Caixa Econômica Federal (que enviou alguns representantes ao evento) detém o monopólio do jogo, assim como o Turfe, porém tem regramento próprio e se desenvolve mediante concessão do Governo", disse. Sobre o futuro das apostas no Brasil, José Vecchio Filho foi mais além em sua explicação.

"Afirmei que não via possibilidade de que o jogo venha a ser liberado no Brasil tão cedo, pois não há como partir de um estágio de ‘0%’ para ‘100%’ de liberação dos jogos de uma hora para outra. Enfatizei que a única forma do jogo avançar no Brasil é através do Turfe, como fomento da atividade de equideocultura, tal como as experiências bem sucedidas do Uruguai e da Argentina", relembra. O presidente disse ter ouvido no evento que o Brasil estava isolado no mundo dos jogos e ninguém compreendia porque no país o jogo é considerado uma prática ilegal, quando nas grandes potências econômicas como Inglaterra, Estados Unidos e Espanha, por exemplo, o jogo é liberado pelo Governo. "Perguntaram-me, o Brasil se julga mais honesto por proibir o jogo do que a Inglaterra, Estados Unidos e Espanha? Eu não tive o que responder", falou. Apesar das disparidades da realidade do jogo no Brasil em relação ao resto do mundo, José Vecchio Filho achou importante ter aceitado o convite de participar do ICE Totally Game.

"Foi importante para observar as novas tecnologias para apostas e também como se proteger de prováveis hackers. As máquinas de última geração chegam ao custo máximo de 4.700 euros e nelas qualquer pessoa pode inserir seu cartão de crédito, fazer as suas apostas, receber seu comprovante e depois receber sua pule vencedora com total segurança. Estamos na idade da pedra em comparação a eles e precisamos avançar", avisou o palestrante.

O presidente gaúcho garante que estará presente no próximo encontro do Grupo de Revitalização do Turfe, junto com Deuclides Gudolle (atual representante gaúcho do Grupo), para trocar as experiências adquiridas com os outros membros, visando contribuir para a melhoria tecnológica das apostas em corridas de cavalo.

José Vecchio Filho foi convidado a representar o Brasil pela organização do ICE 2014. A Argentina e o Panamá também foram convidados. O Uruguai recebeu convite, mas o seu representante não pôde comparecer. (Revista Turfe Brasil)

H2Bet - 728 x 90 - Texto 1H2Bet - 728 x 90 - Texto 1

Compartilhe: