“Brasil precisa legalizar e regular o jogo”, diz presidente do Instituto Jogo Legal

Destaque I 23.10.25

Por: Magno José

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“Brasil precisa legalizar e regular o jogo”, diz presidente do Instituto Jogo Legal
Magnho José afirmou ao Poder360 que a legalização trará controle, mais empregos e proteção contra o jogo ilegal no país (Foto: Poder360)

O presidente do Instituto Jogo Legal, Magnho José, afirmou nesta terça-feira (21.out.2025), em entrevista ao Poder360 durante o BiS Brasília, evento voltado ao mercado de apostas e games, que o país não pode mais manter a atividade na clandestinidade e deve legalizar o setor.

“Como a 10ª economia do mundo, o país precisa legalizar, regulamentar, controlar e depurar esse mercado”, disse.

Magnho afirmou que o jogo já existe no país de forma irregular, com centenas de bingos e cassinos clandestinos em operação. “Hoje você tem mais de 400 bingos na ilegalidade e pelo menos 15 cassinos conhecidos operando”, declarou.

“Não é por falta de investimento. O jogo legalizado vai atrair investimentos, gerar empregos e tributos, e o mais importante, proteger o apostador dos efeitos nocivos do jogo ilegal.”

O presidente do Instituto Jogo Legal também defendeu o sistema de autoexclusão, que permite a jogadores com vício se afastarem das apostas.

“A autoexclusão é uma ferramenta que funciona no mundo inteiro. Portugal tem cerca de 400 mil autoexcluídos, e nos Estados Unidos, 50.000 pessoas optaram por se afastar para sempre do jogo”, disse.

Segundo ele, a proibição só fortalece o crime organizado.

“A indústria da proibição é muito perigosa, porque acaba gerando negócios para o crime organizado”, declarou.

“Quem quer jogar vai encontrar um bingo clandestino ou um cassino para poder fazer sua aposta longe do olhar do Estado.”

 

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