Livro ensina: Existe a sorte e a Boa Sorte.
O livro A Boa Sorte do espanhol Àlex Rovira, vendeu 1,5 milhão de cópias em 90 países desde março. No mês passado foi lançado no Brasil. Rovira deu a seguinte entevista à repórter Camila Antunes para revista Veja.Veja – Seu livro diz que somos reponsáveis pelo nosso destino. Qual é a novidade?Rovira – Eu queria explicar isso a minha filha de sete anos. Meu editor sugeriu que fizesse um livro de auto-ajuda a partir dessa idéia. O tema parece óbivio, mas a maioria das pessoas acha que a sorte, depende apenas do acaso, e não dos atos.Veja – Por que o senhor usa magos e fadas como personagens.Rovira – A maneira mais fácil de ensinar minha filha foi usando uma fábula. A fórmula dá certo com adultos porque esses personagens estão no inconsciente coletivo. Todo mundo se identifica com eles.Veja – Sorte, por definição, não é obra do acaso?Rovira – Só a comum, mas essa não dura muito. Um exemplo: mais de 90% dos espanhóis que ganham na loteria perdem tudo em cinco anos. Têm sorte, mas não a boa sorte.Veja – Qual é a diferença? Rovira – A boa sorte depende de aprender com os erros e persistir nos objetivos. Também é importante preservar os bons valores. Quem vai pelo caminho da maladragem se dá mal.Veja – É verdade que o senhor escreveu o livro em apenas oito horas?Rovira – Sim. Não tive muito trabalho para escrever, mas passei três anos amadurecendo a idéia.


