Os fanáticos por jogos de computadores não devem ser taxados como viciados, apesar de alguns jogadores afirmarem que estão presos a uma atividade que está afetando seus relacionamentos, disseram cientistas nesta terça-feira.Psicólogos, sociólogos e outros profissionais afirmaram durante um congresso sobre games que ocorre na cidade holandesa de Utrecht que existem algumas evidências que mostram que os games estimulam as mesmas áreas do cérebro atingidas pelo álcool e por outras drogas.Mas, ao contrário do que acontece com as substâncias viciantes,...
O BNL sabe que o comportamento patológico não é privilégio do jogo, podendo ser observado em várias outras atividades. Sempre que temos oportunidade, destacamos a necessidade dos empresários pensarem em ações para minimizar a compulsão pelo jogo. Nos últimos 10 anos, com o crescimento da instalação dos bingos e das máquinas de caça-níqueis, houve também um aumento considerável de jogadores compulsivos nessas duas modalidades. O BNL conversou com o presidente dos Jogadores Anônimos do Rio de Janeiro, que está em...
A disputa em torno dos bingos vai além das denúncias de irregularidades. Psicanalistas alertam que o bingo vicia como uma droga. Para se ter uma idéia, 95% dos cerca de 450 apostadores compulsivos que freqüentam o grupo de auto-ajuda Jogadores Anônimos (JA) são viciados em bingo. O que era passatempo inofensivo, típico do domingo no clube, profissionalizou-se e produz alto grau de dependência: há os que já perderam fortuna e hoje tentam se livrar de cartelas e caça-níqueis. O psiquiatra...
"Isso já faz parte da minha vida", revela a manicure Célia Rocha, 49 anos, sobre a importância que o bingo tem em seu dia-a-dia. Assim como a manicure, outros milhares de pessoas encontraram nas casas de bingo um meio para combater a solidão e outros males como a depressão e a ansiedade. Praticamente todos os dias, ela e uma legião de pessoas freqüentam os dois bingos na cidade em nome da diversão. O jogo, antes restrito aos bazares beneficentes, agora...
Baralho, cavalos, caça-níqueis, apostas. No episódio de hoje da série "Quem é normal", o psiquiatra Jairo Bauer mostra pessoas para quem os jogos de azar são sinônimos de prazer. O desejo decorrer riscos é tão grande, tão incontrolável, que chega a arruinar a vida de muita gente."Eu trabalhava em função de arrumar dinheiro pra jogar e continuar jogando. Eu deixei de ser pai, de ser marido, de ser homem. Eu deixei de ser humano por causa do jogo", diz um...
Esta é a terceira semana em que haverá reuniões nas recém-abertas salas de Jogadores Anônimos (J.A.) em Fortaleza. Já há mais de dez integrantes participando dos encontros, que reúne pessoas para as quais o jogo está causando problemas na família, emprego e levando a um grande prejuízo financeiro. Como não há sintomas físicos, a exemplo do envolvimento com drogas, é preciso estar atento quando o vício vira obsessão – sinal da doença.Os familiares e amigos também contam com uma sala...