Endividamento atinge 80 mi de brasileiros e Flávio Bolsonaro culpa governo Lula e cita a ‘Lei das Bets’

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo endividamento de brasileiros e criticou a regulamentação das apostas online. A declaração foi feita nesta sexta-feira (10) e publicada nas redes sociais do parlamentar. Segundo dados apresentados por Flávio, mais de 80 milhões de brasileiros estão com dívidas atrasadas ou postergadas.
Do total de endividados, 20% não conseguem pagar contas básicas como luz e água. “Gente que está parcelando arroz e feijão no cartão de crédito e muito em função do descontrole do governo”, afirmou o senador a jornalistas.
Flávio Bolsonaro atribuiu o endividamento a gastos governamentais superiores à arrecadação e ao aumento de impostos. O parlamentar destacou que a taxa de juros brasileira está entre as mais altas do mundo. Essa taxa serve de referência para corrigir as dívidas de quem está devedor, criando um efeito de bola de neve no endividamento.
O senador também criticou a regulamentação das plataformas de aposta online, conhecidas como bets. “O presidente Lula regulamentou a lei das bets e olha só qual foi o desastre que nós estamos passando hoje”, declarou. Segundo Flávio, parte dos endividados acredita na possibilidade de ganhar dinheiro em sites de apostas.
“É mais uma conta pro Lula, né, que a gente não pode deixar de endereçar e que simplesmente fica num discurso fácil, não faz nada para resolver a vida dessas pessoas”, afirmou o parlamentar. Flávio defendeu a criação de um ambiente favorável para investimentos no país. “Criar no Brasil um grande ambiente para investimento, para que empreendimentos possam ser gerados, para que as pessoas possam ter emprego para ganhar mais e poder honrar suas dívidas”, disse.
O senador manifestou preocupação com a situação econômica do país durante o período de pré-campanha. “Esse é só um problema que me preocupa muito durante essa pré-campanha, porque a gente tem que administrar um Brasil a partir de 2027 e não pode simplesmente o Brasil já ter o Titanic afundado. A gente tem que tentar desviar o Titanic antes que ele bata no iceberg“, declarou.


