Especialistas defendem educação como alternativa à proibição de propaganda de apostas

BNL I 23.10.25

Por: Magno José

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Representantes do setor argumentam que veto à publicidade beneficia operadores ilegais durante debate realizado em Brasília no evento Brazilian iGaming Summit

Representantes do setor de apostas online discutiram alternativas à proibição de publicidade durante painel realizado nesta quarta-feira (22) em Brasília. O debate ocorreu no evento “BiS (Brazilian iGaming Summit) Brasília”, onde especialistas argumentaram que a educação dos apostadores é mais eficaz que o veto à propaganda, que segundo eles beneficia operadores ilegais.

O painel intitulado “Conformidade e inovação: publicidade segura das apostas e o papel das big techs” reuniu profissionais de diversas empresas do setor para analisar como a comunicação sobre apostas deve ser conduzida no país. Os participantes incluíram representantes do Conar, Conselho Digital, Control F5, BetConstruct e Cactus Gaming, além de advogados especializados.

Vitor Hugo do Amaral Ferreira, diretor jurídico do Conar, enfatizou a necessidade de educar os consumidores sobre jogos. “Apostador é, na essência, um consumidor”, disse ele, defendendo uma “alfabetização dos jogos” e uma publicidade “responsável”.

A mediadora do painel, Fernanda Batistella, sócia da Maia Yoshiyasu Advogados, destacou que o processo educacional requer tempo. “Educação não é do dia para a noite. É um trabalho de formiguinha”, declarou. Ela também afirmou que “As plataformas não querem o ludopata. Ele não é o jogador desejado. A gente quer saudável, gente jovem que vai continuar jogando”.

Roberta Jacarandá, head de relações institucionais do Conselho Digital, caracterizou as apostas como forma de entretenimento. “Não é uma promessa de você ficar rico em pouco tempo, mas é um entretenimento”, afirmou. Em outro momento do debate, ela acrescentou que “a proibição só favorece o ilegal, que atua independentemente da regra”.

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A CEO da Control F5, Natália Nogues, ressaltou o papel da publicidade no combate às operações ilegais, que segundo ela “captam pela apelação”.

Beatriz Melges, diretora da BetConstruct para o Brasil, defendeu que o foco da regulamentação deve estar na qualidade da comunicação. “Não é sobre diminuir a quantidade de propaganda publicidade, é sobre a qualidade dessa propaganda, dessa publicidade”, disse.

O gerente jurídico da Cactus Gaming, Hugo Ribeiro, complementou o debate afirmando que “a informação que tem que chegar deve ser assertiva”.

Os especialistas concordaram que o veto à publicidade não resolve os problemas do setor, podendo inclusive fortalecer operadores que não seguem as regras estabelecidas. A discussão apontou para a necessidade de investir em educação dos apostadores e em publicidade de qualidade como caminhos mais eficazes para um mercado regulado.

 

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