Os lados da legalização dos jogos de azar no Brasil

O projeto de lei que libera os jogos de azar no Brasil, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados, não deve ter tramitação rápida no Senado. Parlamentares de diferentes partidos têm adotado discurso cauteloso sobre o tema. A senha foi dada pelo presidente da casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que em declaração recente disse que “a proposta vai seguir os trâmites normais da Casa, sempre pautada por uma discussão ampla, assim como foi na Câmara”.
O programa Cotidiano da Rádio Cidade Em Dia’ da última quarta-feira (09), recebeu o advogado da Associação Brasileira de Bingos e Cassinos, Roberto Brasil Fernandes e a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB-SC) para comentar sobre o tema.
“Ininterruptamente desde 1843 até hoje, temos jogo no Brasil. Essa oferta foi potencializada com a internet. A internet permitiu que as pessoas acessem sites de apostas em cassinos, bingos, apostas esportivas, em qualquer modalidade de jogo, corrida de cavalos, entre outras atividades, em qualquer parte do mundo. Além do mercado físico, temos um mercado virtual intenso. Então, nada mais justo do que regulamentar esse nicho, controlar esse mercado”, enfatiza Roberto.
A deputada federal Geovania de Sá é contrária ao PL. “A legalização dos jogos de azar vai resultar em custos para a sociedade, muito superiores a quaisquer benefícios. Os benefícios, certamente serão privados, apenas para os integrantes da jogatina. Trazem a questão de retorno econômico, mas não pensam nos impactos das finanças das famílias, e as consequências, inclusive, para a saúde da população, que acaba se viciando”.
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