Suspensão da Lotergs gera prejuízo de R$ 13 milhões.

Loteria I 25.11.04

Por: sync

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A suspensão da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs) gerou um prejuízo de R$ 13 milhões. Com a medida, imposta em 1º de junho, cerca de 1,2 mil postos de trabalho foram extintos no Estado. Os dados foram divulgados nesta terça, dia 23, pela Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Fenalot) e o Sindicato dos Empresários Lotéricos do Rio Grande do Sul.Os dirigentes das entidades não descartam ingressar na Justiça, solicitanto a reabertura do jogo. A Lotergs foi suspensa por 120 dias pela Secretaria Estadual da Fazenda por não cumprir questões contratuais. Na época, o secretário Paulo Michelucci revelou que a empresa responsável pela exploração, venda, impressão e distribuição dos bilhetes, ao alterar a sua composição societária, não apresentou a documentação exigida na Fazenda. Esta nova composição teria como sócio da empresa o bicheiro Carlinhos Cachoeira, envolvido no escândalo Waldomiro Diniz.Michelucci revelou ainda que a loteria estava dando prejuízo. A empresa responsável tem uma dívida de mais de R$ 800 mil com o Estado. (ClickNotícias – RS) Lotéricos pedem volta da Lotergs.A Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot) quer a volta da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs) e estuda uma ação na justiça contra o governo estadual. O presidente da Febralot, Paulo Michielon, informou que governo do Estado deixou de arrecadar R$ 13 milhões desde junho quando o jogo foi suspenso. Segundo Michielon, com a interrupção da loteria cerca de 1,2 mil postos de trabalho deixaram de existir e 1,5 mil cambistas – a maioria aposentados – deixaram de complementar os seus rendimentos com os bilhetes que vendiam nas ruas. Segundo Michielon, se a loteria estadual não tivesse sido interrompida, com nova reformulação e as concessões com jogos credenciados, o Rio Grande do Sul já poderia ter arrecadado R$ 19,2 milhões.Os bilhetes da Loteria Estadual eram distribuídos para centenas de pontos-de-venda em todo o Rio Grande do Sul por mais de 638 agentes lotéricos oficiais. Além da Lotergs, deixaram de ser comercializados outros produtos como a Loteria Instântanea ou raspadinha, Mais Fácil, Toto Bola e Gaúcho da Sorte. A funcionária Virginia Silveira Pereira, da loja Periquito da Sorte, teme mais demissões caso a interrupção seja mantida.
A Secretaria Estadual da Fazenda contestou o prejuízo apresentado pelos lotéricos. O secretário Paulo Michelucci disse que o cancelamento dos sorteios semanais do bilhete teve como motivo os contínuos prejuízos constatados, há pelo menos dois anos, do Estado com a loteria. Em 2002 e 2003, por exemplo, o Rio Grande do Sul sofreu déficit de R$ 468 mil e R$ 1,1 milhão, respectivamente, com os gastos obrigatórios a cada sorteio. “O prêmio não é proporcional à venda de bilhetes, como é o caso da Mega-Sena. Se vendermos um ou dez mil bilhetes, teremos de pagar o mesmo montante ao acertador, além da comissão das agências lotéricas, entre outros custos de operacionalização”, ressaltou Michelucci.
Em relação a reivindicação da Febralot para que haja o retorno da comercialização do bilhete, o secretário foi enfático. “Não colocaremos em risco um centavo do dinheiro público. Estamos buscando uma fórmula mais atrativa e rentável à loteria”, acrescentou. (Jornal do Commercio – RS)

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