Presidente do COB defende que os apostadores são os verdadeiros investidores do esporte olímpico brasileiro

Em entrevista ao O Estado de S.Paulo, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Paulo Wanderley Teixeira detalhou o resultado das alterações do estatuto da entidade e com mudanças administrativas, o comitê parece ter reencontrado seu caminho.
Paulo Wanderley destacou a importância dos recursos advindos das loterias e que os apostadores são os verdadeiros investidores do esporte olímpico brasileiro e que atualmente dos recursos recebidos das várias fontes (como loterias e patrocinadores), 86% são investidos nas equipes, nos atletas, nas confederações, na preparação do time, na capacitação de técnicos, atletas, gestores. Os 14% restantes é a máquina funcionando para termos essa condição que temos atualmente (em 2019, as loterias renderam ao COB R$ 286 milhões).
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Quando completou um ano à frente do comitê, o senhor afirmou numa entrevista ao Estadão que “o COB gastava muito”. Passados mais quatro anos, o senhor avalia que o comitê agora gasta pouco, gasta o suficiente, ou ainda precisa cortar gastos?
O comitê otimiza seus gastos, seus investimentos. Tudo que o COB recebe é em prol do esporte. O dado matemático: dos recursos recebidos das várias fontes (como loterias e patrocinadores), 86% são investidos nas equipes, nos atletas, nas confederações, na preparação do nosso time, na capacitação de técnicos, atletas, gestores. Os 14% restantes é a máquina funcionando para termos essa condição que temos atualmente (em 2019, as loterias renderam ao COB R$ 286 milhões).
E os repasses via Lei das Loterias, como estão? Há alguma boa perspectiva? Na pandemia houve até um incremento…
É, o pessoal não tinha o que fazer e apostava… (risos). Esses, na verdade, são nossos grandes apoiadores: são os investidores das loterias federais. Esses são nossos verdadeiros investidores, do esporte olímpico brasileiro. Tenho acompanhado, e está num patamar que pode evoluir em relação ao ano passado. Pode mudar, são números do meio do ano, mas no momento é curva de ascensão.
O senhor classifica a loteria como principal parceiro. Numa situação hipotética, o que aconteceria com o movimento olímpico no Brasil se acabassem esses repasses?
Vamos voltar às décadas de 1990, 1980. Seriam com missões mais específicas, ou Jogos Sul-Americanos, ou Pan-Americanos, ou Olimpíada, e não mais com essa variedade de atividades que temos hoje. Eu não conto com essa possibilidade de jeito nenhum. Eu só tenho Plano A, e quando o Plano A não dá certo, eu refaço o Plano A.


