Em Brasília, clubes se dizem contra CBF receber por apostas esportivas

Destaque I 12.04.23

Por: Elaine Silva

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Representantes de clubes da Série A se reuniram na manhã desta terça-feira com membros do Ministério da Fazenda para tratarem sobre a Medida Provisória das apostas esportivas

Na reunião que ocorreu em Brasília nesta terça-feira, dirigentes dos clubes de Rio e São Paulo demonstraram ao Ministério da Fazenda o descontentamento com a postura da CBF, que pleiteou o recebimento de um percentual do dinheiro das apostas esportivas dos jogos no Brasil.

Representantes de Flamengo, Corinthians, São Paulo, Fluminense e Bahia foram contra a CBF receber os valores pelos jogos entre clubes, já que tem direito apenas aos jogos da seleção brasileira. A alegação de que os campeonatos são da CBF também não foi bem vista pelos dirigentes, revela o Panorama Esportivo no Globo Online.

A intenção da CBF ter acesso a 20% dos recursos a partir dos 4% que sugere ser repassado da receita total com apostas. Outro incômodo dos clubes em relação ao pleito é que a entidade teria, em encontros anteriores com o Governo Federal, dito ser representantes das equipes brasileiras.

A CBF esteve representada em reuniões com o governo por Alcino Rocha, secretário-geral. De acordo com o que diz hoje o texto da Lei 13.756/18, entidades desportivas brasileiras que cederem suas marcas para casas de apostas terão direito a 1,63% da receita líquida obtida por loterias de apostas.

Os clubes, porém, acham que o montante é pequeno. Pelo rascunho da MP, já desenhado pela Fazenda, os sites pagariam 15% da receita líquida em taxas, sendo que 10% iria para o orçamento geral da União, em forma de imposto. A lei de 2018 também prevê 0,82% para a educação, 2,55% para a segurança, perfazendo, com os 1,63% do esporte, os 5% restantes.

Clubes vão apresentar proposta ao governo na semana que vem

Representantes de clubes da Série A se reuniram na manhã desta terça-feira com membros do Ministério da Fazenda para tratarem sobre a Medida Provisória das apostas esportivas.

Nesse primeiro encontro, nada foi definido. Mas ficou claro que os clubes querem uma fatia maior do dinheiro que será distribuído com a taxação das apostas. Os dirigentes prometeram entregar um estudo com suas demandas na próxima semana. Essa reunião será na terça-feira, dia 18.

Na última semana, os grandes clubes do Rio de Janeiro e São Paulo, que estão na Série A, divulgaram uma nota reclamando que não foram convidados para participar do debate. A Fazenda respondeu alegando que não foi procurada pelas agremiações.


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