B3 quer entrar no ‘mercado de previsões’ no início de 2026

Apostas I 07.02.26

Por: Magno José

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B3 quer entrar no ‘mercado de previsões’ no início de 2026
Gilson Finkelsztain informou que a B3 deverá lançar suas primeiras opções digitais no mercado de previsões (prediction market) ainda no primeiro trimestre deste ano, inicialmente com derivativos de dólar, Ibovespa e bitcoin (Foto: Divulgação B3)

A bolsa brasileira, B3, deverá lançar, em breve, seus primeiros produtos do mercado de previsões (prediction market, em inglês) com opções ligadas ao próprio Ibovespa, dólar e ao Bitcoin, disse nesta quinta-feira (5) o presidente da B3, Gilson Finkelsztain durante almoço com jornalistas.

A B3 planeja lançar suas primeiras opções digitais no mercado de previsões durante o primeiro trimestre deste ano.

A iniciativa busca trazer para o mercado brasileiro um modelo inspirado nos mercados de previsões, famosos nos Estados Unidos, e que permitem aos investidores negociar expectativas sobre o comportamento de indicadores financeiros.

Esses instrumentos funcionarão como “opções binárias”, permitindo apostas sobre o comportamento de determinados ativos, com escolhas limitadas a “sim” ou “não”. Um exemplo seria prever se o dólar estará acima de determinado valor ao final de um período específico.

Os contratos de eventos são derivativos com resultado binário. O investidor paga antecipadamente um prêmio para apostar na ocorrência de um determinado cenário. Caso a previsão se confirme, recebe o valor integral do contrato; se não ocorrer, perde apenas o valor pago inicialmente.

“Não há possibilidade de você perder mais do que o prêmio que você pagou”, afirmou Finkelsztain.

A bolsa brasileira mantém conversas com o regulador sobre as restrições de vendas e o público-alvo para esses novos produtos. Segundo o CEO, a expectativa é colocar o produto em operação até o fim do primeiro semestre, com possibilidade de estreia ainda no primeiro trimestre.

Estratégia de diversificação

O presidente da B3 indica que bolsas globais buscam ter entre 30% e 35% de suas receitas provenientes do setor de análise de dados. A empresa brasileira vê vantagens competitivas por atuar em áreas além do mercado de capitais, como financiamentos.

“Queremos ter a fortaleza do negócio que gera resultado independentemente do ciclo econômico”, destaca Finkelsztain.

A consolidação das empresas sob a marca Trillia visa fortalecer a presença da bolsa no segmento de análise de dados. As operações serão conduzidas no Brasil, onde a B3 mantém sua sede e principais atividades.

 

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