Quase 80% dos eleitores dizem que proibição das bets não influencia o voto no segundo turno, revela pesquisa

Apostas I 24.10.26

Por: Magno José

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ANJL critica governo por reunião de apostas sem o setor regulado
Levantamento feito pela Nexus a pedido da ANJL também mostra que apenas 9% dos brasileiros consideram as apostas o tema mais importante na decisão do voto para Presidente

A proibição das bets legalizadas no Brasil não vai influenciar o voto de 77% dos eleitores no segundo turno, que acontece no próximo domingo (25). O dado foi revelado por uma pesquisa feita Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, contratada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), nesta semana. O levantamento também mostrou que apenas 9% dos entrevistados consideram as apostas o tema mais importante na hora de decidir o voto para Presidente da República.

A Nexus ouviu 2 mil pessoas acima de 16 anos das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul do país, entre os dias 18 e 21 de outubro. A margem de erro é dois pontos percentuais. De acordo com a entidade, a metodologia da sondagem é exatamente a mesma usada nas pesquisas eleitorais.

Já em relação ao primeiro turno, de acordo com a pesquisa, entre os entrevistados que votaram e disseram ter tomado conhecimento do banimento das empresas 82% disseram que isso não influenciou em nada a sua escolha para a Presidência. Apenas 10% disseram que a Medida Provisória editada pelo Governo Federal influenciou muito, enquanto outros 8% afirmaram que influenciou pouco.

Ao aprofundar a pergunta sobre o segundo turno, a pesquisa questionou os 22% que disseram terem sido influenciados pela proibição sobre como foi essa influência. Os resultados foram:

⇒ 80%: Deixa você mais seguro(a) do voto que já tem

⇒ 7%: Vai ajudar você a decidir o voto, pois ainda não tem candidato

⇒ 7%: Deixa você em dúvida sobre em quem votar

⇒ 4%: não souberam ou não responderam

⇒ 2%: Vai fazer você mudar o candidato em quem pretende votar

Para o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, os resultados permitem múltiplas leituras, mas nenhuma delas leva à conclusão de que a edição da Medida Provisória 1.394 foi decisiva para o eleitorado.

“Somente dois em cada dez eleitores afirmam que a proibição vai influenciar o seu voto. E dentro desse pequeno grupo, 80% disseram que apenas ficaram mais seguros sobre a escolha que já haviam feito. Ou seja, a MP extinguiu da noite para o dia um mercado inteiro, está causando milhares de demissões e não teve o efeito eleitoral esperado”, avalia Lemos Jorge.

Na lista dos temas mais importantes para a decisão do voto para Presidente da República, as apostas esportivas e jogos on-line, apontadas por 9% das pessoas, ficaram em apenas 13º lugar. Os outros 12 temas mais citados pelos eleitores, como mais importantes, foram:

⇒ 43%: Saúde e atendimento no SUS

⇒ 38%: Segurança pública e combate ao crime organizado

⇒ 27%: Fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

⇒ 25%: Corrupção

⇒ 25%: Educação

⇒ 24%: Custo de vida e preço dos alimentos

⇒ 17%: Bolsa Família e programas sociais

⇒ 14%: Impostos e isenção do Imposto de Renda

⇒ 14%: Emprego e salários

⇒ 13%: Endividamento das famílias

⇒ 12%: Relação com os Estados Unidos e tarifas sobre produtos brasileiros

⇒ 12%: STF, anistia e julgamentos do 8 de janeiro

Os percentuais se referem à soma de todos os eleitores que citaram o tema como primeira, segunda ou terceira citação.

Outros 6% consideraram “meio ambiente e mudanças climáticas” como o assunto de maior relevância para a escolha do seu voto. Dois 2% disseram que nenhum dos temas da lista era o importante. E outros 3% não souberam ou não responderam.

Saúde financeira

A pesquisa também revela a percepção dos entrevistados sobre a sua saúde financeira. O poder de compra foi classificado como ótimo ou bom por 39%. Para 31%, ele é regular. E 29% afirmaram que o atual poder de compra é ruim ou péssimo. Sobre a situação do endividamento da família, 40% afirmaram estar ótima ou boa; 34%, regular; 10%, ruim; e 13%, péssima.

Já em relação ao acesso ao crédito, que mostra a possibilidade de financiamentos, 44% disseram que a situação é ótima ou boa; 25%, regular; e 11%, ruim; e 17%, péssima.

Plínio Lemos Jorge avalia que o cenário descrito pela população consultada se revela muito menos grave que o apontado reiteradamente por levantamentos feitos nos últimos meses por outros setores da economia, que equivocadamente atribuíram às bets um suposto desastre financeiro.

“Se mais de sete de cada dez brasileiros afirmam que o nível de endividamento familiar varia de ótimo a regular e quase 70% dizem que o seu poder de compra está nessas mesmas classificações, onde está o impacto nas finanças do brasileiro causado pelas apostas?”, questiona Lemos Jorge.

Sobre a ANJL

Lançada em março de 2023, a Associação Nacional de Jogos e Loterias defende os interesses de seus associados, do setor e do jogo responsável e íntegro, sempre pautados pelo incentivo ao esporte, pela segurança das apostas e pela contribuição ao desenvolvimento econômico do país. Entre os associados estão: Aposta Ganha Loterias, Fast Gaming, OiG Gaming Brazil, Ana Gaming Brasil, Esportes Gaming Brasil, SPRBT Interactive Brasil, Defy, LBBR Aposta de Quota Fixa, Lucky Gaming, Reals Brasil, Gamewiz Brasil, BETBR Loterias, Versus Brasil, SorteNaBet Gaming Brasil, Blow Marketplace, Sistema Lotérico de Pernambuco, Vanguard Entretenimento Brasil, Hiper Bet Tecnologia, Pocket Games, ODDSGATE Brasil, Upbet Brasil, EB Intermediações e Big Brazil Tecnologia e Loteria, EBAC, TaDa Gaming, BB Gaming  Legitimuz Tecnologia e JogaJunto.

 

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