Presidente da CNC defende legalização dos cassinos

Em entrevista à revista Hotéis, o presidente da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, José Roberto Tadros defendeu a legalização dos cassinos nos hotéis brasileiros como forma de alavancar empregos, a economia e atrair mais turistas. O dirigente também explicou como é formado o Sistema S, de onde vem a arrecadação de recursos, as atribuições sociais, culturais e de qualificação profissional e diz apostar no diálogo e na sensibilidade do governo e dos legisladores para evitar cortes que a equipe econômica do Governo pretende fazer.
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R.H – A CNC é uma das entidades que defendem a legalização dos cassinos nos hotéis brasileiros como forma de alavancar empregos, a economia e atrair mais turistas. Como você analisa essa questão e quais outras bandeiras de lutas que a CNC defende pelo turismo brasileiro?
J.R.T – A legalização de hotéis-cassino traria um incremento significativo não só para
os negócios ligados ao setor, mas também para a geração de receitas na economia do País e na de outros estados. Calcula-se que a movimentação na economia seria de mais R$ 15 bilhões em receita por ano no País, além da geração de 400 mil postos diretos e indiretos de trabalho. Isso potencializaria o turismo brasileiro, dando mais rentabilidade, competitividade e atratividade.
Vários avanços recentes do setor são resultado de muita luta e empenho da CNC e do trade. Recentemente, tivemos a manutenção da pasta do Turismo com status de Ministério, uma reivindicação do setor acatada com muita sabedoria pelo governo do presidente Bolsonaro. O Decreto nº 9.731/ 2019, assinado pelo presidente e que permite a isenção unilateral de vistos a turistas americanos, canadenses, japoneses e australianos, também foi uma bandeira defendida pela CNC, com todo o apoio da cadeia produtiva do turismo brasileiro. A modernização da Lei Geral do Turismo e a abertura de capital estrangeiro nas empresas aéreas são outros exemplos que podemos citar.


