Ano novo, filme antigo

Lotérica I 20.01.15

Por: sync

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Marcelo Gomes de Araújo*

Mal começou o novo mandato da presidenta Dilma, e sua equipe de governo volta com a velha estória de pacote, saco de maldades e outras ameaças.

Em entrevista concedida nesta última terça-feira (13.01), o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy afirmou que o governo precisa “aumentar suas receitas”, e que assim, “haverá ajustes de impostos”. Cheiro claro de déjà vu.

O curioso é que durante a campanha eleitoral ninguém tocou neste assunto.

Ao invés de reduzir suas despesas, o governo opta pelo atalho, e quer mais uma vez elevar a nossa carga tributária, que já é uma das maiores do mundo.

Meio evasivo, o ministro disse que “vai analisar a situação de pessoas que têm renda através de pequenas empresas e pagam 4% ou 5% de imposto, em vez de 27,5%”.

Perguntamos: Será que essas possíveis medidas vão afetar as casas lotéricas?

Além de todas as dificuldades que enfrentamos, desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos, receita defasada, insegurança jurídica, etc, vamos ter que pagar mais tributos?

E a Caixa? Vai se manifestar a respeito?

A Rede Lotérica, sem dúvida alguma, é a maior, mais eficaz e mais confiável rede de correspondentes bancários do país.

Entre os diversos serviços que prestamos ao governo federal e à sociedade, estão o pagamento do Bolsa Família, seguro desemprego e outros benefícios. Há ainda a arrecadação de tributos e FGTS.

A rede possui excelente desempenho, porém, infelizmente a remuneração que recebemos pelos serviços que prestamos sequer cobre nossos custos, conforme já foi comprovado por estudos técnicos idôneos e confiáveis.

Enfim, não é justo que a categoria seja onerada com mais impostos.

A mídia tem divulgado notas, apontando que a ex-ministra Miriam Belchior irá ocupar a presidência da Caixa Econômica Federal.

Pois bem, a se confirmar tal indicação, será de extrema relevância uma audiência coletiva de todos os dirigentes sindicais com a nova presidenta da CAIXA.

Logo que assumir, ele precisa conhecer oficialmente nossa situação de penúria, nossas tribulações.

Somente desta forma, poderemos alimentar as esperanças de melhoria em nossa atividade.

Afinal de contas, a esperança é a última que morre!

Abraços,

(*) Marcelo Gomes de Araújo é presidente do SINCOEMG

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