Capitalização: mercado em expansão vê disputa por liderança esquentar

Capitalização I 13.05.22

Por: Magno José

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Em fevereiro, após quatro anos, a Brasilcap obteve o maior faturamento mensal do mercado de capitalização

Há 93 anos no país, o mercado de capitalização é um dos segmentos mais longevos da economia nacional e que segue mostrando capacidade de se renovar mesmo em períodos de crise. De acordo com a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), em fevereiro o mercado arrecadou R$ 4,2 bilhões, alta de 12,8% no acumulado anual na comparação com igual período de 2021. Já as reservas técnicas totalizaram R$ 33,5 bilhões, alta de 3,2%. A expectativa para o ano é aumentar em dois dígitos a receita.

Outro fato registrado em fevereiro reforçou a percepção de que a capitalização vive um de seus melhores momentos. Após cerca de quatro anos, a Brasilcap voltou a ocupar o primeiro lugar nas vendas de títulos, chegando a R$ 542 milhões em receita nesse mês, enquanto o resultado da Bradesco Capitalização foi de R$ 500 milhões e o do Santander (3º colocado), R$ 313 milhões. Na comparação, a Brasilcap faturou 42 milhões a mais que a Bradesco e 229 milhões a mais que Santander. Em relação aos resgates efetuados, os resultados foram: Santander, R$ 194 milhões; Brasilcap, R$ 310 milhões, e Bradesco, R$ 415 milhões.

A disputa entre os dois líderes do segmento deve seguir aberta pelos próximos meses. Juntas, as duas empresas representam atualmente 44,7% do mercado nacional.

A resiliência deste segmento pode ser explicada pela perspectiva lúdica de concorrer a sorteios de prêmios, aliada à possibilidade de desenvolver o hábito de economizar, uma vez que ao final do período de vigência do título – que pode variar de um a três anos — o consumidor recebe de volta o seu dinheiro, atualizado pela TR (Taxa Referencial).

Mas desde 2018 o consumidor ganhou novos motivos para adquirir um título de capitalização. A circular 569/2018 da Susep (Superintendência de Seguros Privados) trouxe outras possibilidades de promover negócio e atrair clientes. Entre as principais mudanças regulatórias trazidas pela normativa está a criação do “instrumento de garantia”. Pelas regras, a nova modalidade permitiu que um título de capitalização passasse a ser utilizado tanto para amparar e proteger contratos e linhas de crédito, quanto como garantia na locação de imóveis. Em quatro anos, o Instrumento de Garantia já responde por 12% da receita do setor de capitalização.

Coincidência ou não, um dos produtos da Brasilcap que apresentou melhor resultado foi o Cap Fiador, garantia que substitui a figura do fiador e oferece assessoria jurídica e serviços como chaveiro, encanador, eletricista e vidraceiro, além da chance de ganhar prêmios. Com expansão de 33,8%, o Cap Fiador obteve um dos melhores resultados da companhia em 2021, com a comercialização de 7.042 cauções, contra 4.972 no ano anterior, alta de 43% (cada caução pode conter mais de um título de capitalização, variando de acordo com o contrato de aluguel). O volume total passou de R$ 150,4 milhões, em 2020, para R$ 201,3 milhões no ano seguinte.

Segundo o presidente da Brasilcap, Nelson de Souza, este e outros exemplos fazem parte do plano de retomada da liderança traçado desde sua chegada à companhia, em outubro passado. “Vivemos um tempo de abertura de caminhos, de celebração de parcerias, diversificação do portfólio e ampliação do nosso público, em sintonia com as possibilidades abertas pelo marco regulatório da capitalização e pelo gosto do brasileiro em apostar na sorte. Para nós, é o momento de firmar a nossa marca como referência em inovação, criatividade e capilaridade nacional”, afirma Souza, que começou no mundo do trabalho como menor auxiliar do Banco do Brasil. Tempos depois, fez carreira no setor financeiro, presidindo empresas como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste, até, finalmente, voltar ao ambiente de seu primeiro emprego e assumir a liderança da empresa de capitalização da BB Seguros.

Entre as últimas ações dentro da estratégia de reconquista do primeiro lugar pela Brasilcap está o lançamento de um novo título de capitalização em parceria com os Correios. O acordo com o maior operador logístico do Brasil permitirá colocar em prática os pontos principais do plano da companhia: ampliação do faturamento, aumento da base de clientes e renovação do portfólio. (SEGS)

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Lucro da CAIXA Seguridade cresce 29,0% no primeiro trimestre de 2022

A empresa divulga seu resultado histórico de R$ 557 milhões para o primeiro trimestre de 2022

A CAIXA Seguridade divulgou, nesta segunda-feira (09), os resultados para o primeiro trimestre de 2022, quando registrou lucro histórico de R$ 557 milhões, 29,0% de crescimento frente a igual período de 2021.

Com uma nova estrutura de parcerias estratégicas e corretora própria em plena operação, a Caixa Seguridade demonstrou nos resultados do primeiro trimestre os efeitos positivos do novo modelo de negócios.

A Corretora Própria, que passou a responder por 100% da corretagem dos novos produtos a partir da metade de agosto de 2021, contribuiu para o incremento de 67,7% nas receitas com comissionamento no comparativo entre os primeiros trimestres de 2022 e 2021.

O desempenho comercial no primeiro trimestre de 2022 teve destaque para o crescimento de 14,5% de Previdência em relação ao primeiro trimestre de 2021, elevando as Reservas ao montante de R$ 116,7 bilhões, um incremento de 21,9% no período. No segmento de Seguros, destaque para os crescimentos de prêmios emitidos de vida (7,8%), residencial (6,0%) e habitacional (4,9%), em comparação com o mesmo período de 2021, o melhor primeiro trimestre da história destes ramos.

Destaque ainda para Consórcios, que atingiu o montante de R$ 2,045 bilhões em cartas de crédito comercializadas no balcão CAIXA no primeiro trimestre de 2022, crescimento de 543,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Em 2022, a CAIXA Seguridade passou a disponibilizar a modalidade de consórcio para Veículos Pesados, com contratação nas agências CAIXA.

A CAIXA Seguridade vem intensificando a qualificação de sua força de vendas e está atuando para a ampliação dos canais de comercialização de seus produtos, com foco no “Bancassurance”. Desde janeiro, os guichês de caixa passaram a comercializar os produtos de Assistência e as agências começaram a atuar na venda do Seguro Auto. Com isso, o produto de assistência Rapidex teve recorde de vendas em um único dia e o ramo de Assistências fechou o trimestre com R$ 8,7 milhões de prêmios emitidos. (Agência Caixa de Notícias)

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